Kubica diz que pretende voltar logo à F1

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 10:00 BRST
 

MILÃO (Reuters) - Robert Kubica quer voltar ainda neste ano à Fórmula 1, depois do grave acidente sofrido num rali no domingo, e promete que será um piloto ainda melhor, segundo entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal italiano Gazzetta dello Sport.

Mas o polonês admitiu que desta vez o desafio é maior do que quando quebrou o braço em um acidente de trânsito há oito anos.

Na entrevista concedida no leito do hospital onde se recupera, Kubica disse que consegue sentir os dedos da sua mão direita, gravemente ferida no acidente.

"Preciso voltar neste ano", disse ele. "Quero voltar melhor do que nunca. Porque depois desses acidentes você não é o mesmo, você melhora. Aconteceu comigo em 2007, após o acidente no (GP de F1) do Canadá. Fiquei uma corrida fora, e quando voltei estava melhor."

"Um piloto não é só acelerador e volante, é algo a mais... Estou mais forte como piloto e mentalmente desde 2007. E será o mesmo desta vez, quando eu estiver fisicamente em forma".

Mas os médicos dizem que Kubica pode levar até um ano para se recuperar do acidente no rali italiano, em que sofreu também lesões no braço e na perna. A Renault, sua equipe na Fórmula 1, admitiu que ele ficará pelo menos três meses afastado.

O piloto sofreu uma forte hemorragia e passou sete horas sendo operado no domingo. Duas equipes médicas trabalharam para salvar sua mão direita. Na sexta-feira, ele deve passar por novas cirurgias para fixar ossos fraturados.

Em 2003, o mesmo braço direito foi esmagado quando o carro em que ele viajava como passageiro foi atingido por outro veículo, cujo motorista estava bêbado.

"Mas (no outro acidente), após quatro dias eu não conseguia sentir (o braço) tão bem quanto agora, e isso é um consolo."   Continuação...

 
<p>Robert Kubica na sess&atilde;o de treino do GP da Hungria. Kubica quer voltar ainda neste ano &agrave; F&oacute;rmula 1, depois do grave acidente sofrido num rali no domingo. 30/07/2010 REUTERS/Leonhard Foeger/Arquivo</p>