8 de Março de 2011 / às 15:19 / 7 anos atrás

Líder checheno vai jogar contra brasileiros em amistoso

Por Kazbek Basayev

<p>Ramzan Kadyrov, presidente da Chech&ecirc;nia, durante entrevista &agrave; Reuters em dezembro de 2009. O l&iacute;der ir&aacute; jogar como capit&atilde;o da equipe Terek Grozny XI contra jogadores brasileiros. 16/12/2009 REUTERS/Denis Sinyakov</p>

GROZNY, Rússia (Reuters) - Ramzan Kadyrov, líder da volátil região russa da Chechênia, vai jogar no time de futebol Terek Grozny XI no amistoso desta terça-feira contra brasileiros campeões da Copa do Mundo de 2002.

“Minha forma física está ótima. Vou jogar como capitão da equipe de Grozny”, disse o robusto presidente de 34 anos, falando com repórteres na capital chechena.

Kadyrov reuniu um time de veteranos do clube, além do treinador da Bulgária, Lothar Matthaeus, e seu colega alemão Oliver Khan.

“Perdi cinco ou seis quilos especialmente para jogar na partida”, disse o líder, que tem o apoio do Kremlin.

Dunga, que treinou a seleção brasileira na Copa de 2010, e Romário, trajando as cores verde e vermelha do Terek, acenaram para centenas de torcedores ao chegarem.

De acordo com funcionários de Kadyrov, o time brasileiro contará também com Bebeto, Raí, Cafu, Elber, Denilson, André Cruz, Zé Maria, Roque Junior, Djalminha e Zetti.

CONCERTO POP

O ex-lateral esquerdo da seleção brasileira Roberto Carlos, que na semana passada estreou no time Anzhi Makhachkala, um clube da primeira divisão russa no vizinho Daguestão, vai jogar na terça-feira, e os cantores pop Enrique Iglesias e Lara Fabian vão apresentar-se em um concerto na região.

Uma década depois que tropas russas expulsaram separatistas do poder na segunda de duas guerras na Chechênia, uma insurgência islâmica fervilha no norte do Cáucaso, região de maioria muçulmana onde rebeldes querem criar um Estado regido pela lei islâmica sharia.

Embora a violência tenha diminuído, a Chechênia, o Daguestão e outras províncias do norte do Cáucaso ainda são palco de frequentes tiroteios, atentados suicidas e ataques com granadas.

Líderes locais e torcedores vêem no futebol uma nova maneira de pacificar a região.

Desde que contratou o ex-craque holandês Ruud Gullit como treinador do Terek, no ano passado, Kadyrov vem aproveitando a repercussão positiva.

Embora a Rússia não tenha se classificado para a Copa de 2010, o país é apaixonado por futebol e conquistou o direito de sediar o maior evento esportivo do mundo em 2018.

Kadyrov propôs que Grozny fosse acrescentada à lista de 13 cidades que sediarão partidas na Copa de 2018, mas é pouco provável que a Rússia promova partidas no norte do Cáucaso.

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