8 de Março de 2011 / às 23:14 / 6 anos atrás

Líder checheno marca 2 gols contra combinado do Brasil

<p>O l&iacute;der checheno Ramzan Kadyrov disputa a bola com Dunga em amistoso entre um combinado de veteranos brasileiros e uma equipe chechena.08/03/2011.Sergei Karpukhin</p>

Por Kazbek Basayev

GROZNY, Rússia, 8 de março (Reuters) - Ramzan Kadyrov, líder da instável região russa da Chechênia, marcou dois gols em um amistoso nesta terça-feira contra uma seleção de ex-jogadores brasileiros que incluía Romário, Bebeto e Raí.

Kadyrov reuniu um time de veteranos do Terek Grozny, que joga a primeira divisão russa, além do treinador da Bulgária, Lothar Matthaeus, e seu colega alemão Oliver Khan. A equipe perdeu por 6 a 4 dos brasileiros.

"O jogo de hoje foi um show. Quisemos que as pessoas entendessem, por meio do futebol, que estamos em uma nação pacífica", disse Kadyrov, de 34 anos, a jornalistas.

Centenas de torcedores gritavam "Ramzan!" e "Chechênia!" quando Kadyrov, vestido com uma camiseta vermelha de manga comprida com o emblema do Terek, entrou em campo com sua barba característica.

O líder, apoiado pelo regime russo, diz ter perdido cinco ou seis quilos para a partida, em que atuou como capitão. A entrada para o público era gratuita.

Dunga, que treinou a seleção brasileira na Copa de 2010, e Romário foram apresentados ao público antes de se juntarem a Bebeto, Raí, Cafu, Élber, Denílson, André Cruz, Zé Maria, Roque Junior, Djalminha e Zetti.

O ex-lateral esquerdo da seleção brasileira Roberto Carlos, que na semana passada estreou no time Anzhi Makhachkala, um clube da primeira divisão russa no vizinho Daguestão, também jogou. Enquanto isso, a cantora pop Lara Fabian se apresentou em um concerto na região.

Uma década depois que tropas russas expulsaram separatistas do poder na segunda de duas guerras na Chechênia, uma insurgência islâmica fervilha no norte do Cáucaso, região de maioria muçulmana onde rebeldes querem criar um Estado regido pela lei islâmica sharia.

Embora a violência tenha diminuído, a Chechênia, o Daguestão e outras províncias do norte do Cáucaso ainda são palco de frequentes tiroteios, atentados suicidas e ataques com granadas.

Líderes locais e torcedores vêem no futebol uma nova maneira de pacificar a região.

Desde que contratou o ex-craque holandês Ruud Gullit como treinador do Terek, no ano passado, Kadyrov vem aproveitando a repercussão positiva.

Embora a Rússia não tenha se classificado para a Copa de 2010, o país é apaixonado por futebol e conquistou o direito de sediar o maior evento esportivo do mundo em 2018.

Kadyrov propôs que Grozny fosse acrescentada à lista de 13 cidades que sediarão partidas na Copa de 2018, mas é pouco provável que a Rússia promova partidas no norte do Cáucaso.

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