Indicado para APO, Meirelles defende regime especial para obras

segunda-feira, 14 de março de 2011 19:17 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles foi formalmente indicado nesta segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff para comandar a Autoridade Pública Olímpica (APO) e durante entrevista coletiva defendeu um regime especial de licitação para as obras dos Jogos Olímpicos de 2016.

A indicação para a APO, órgão responsável por coordenar as ações governamentais para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, ainda terá que ser analisada pelo Senado.

Segundo Meirelles, o critério especial para contratação das obras da Olimpíada é proveniente de "experiências e aprendizado com outros países".

Ele afirmou que "em relação ao regime de licitações, não há dúvidas de que esta foi a avaliação dos técnicos do governo federal envolvidos neste estudo (ter um regime especial de licitação)", disse.

Trata-se de regime de licitação específico destinado a acelerar as obras necessárias à realização das Olimpíadas e de outros eventos esportivos.

A medida provisória aprovada pelo Senado no começo deste mês foi bastante modificada em relação ao texto original enviado pelo governo no ano passado. Meirelles disse que participou das discussões para as mudanças, que considerou como avanços.

"Participei de muitas discussões referentes à evolução e aprovação da medida provisória e acho que ela foi aperfeiçoada e ela coloca a Autoridade Pública Olímpica de fato onde ela deve estar, que é como coordenadora dos esforços e dos trabalhos das diversas entidades federativas", comentou.

A APO teve papel reduzido em relação ao proposto pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, após pressão exercida pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e pelo prefeito da cidade, Eduardo Paes (PMDB), para evitar perda de poder.

Pela estrutura original, a APO era a única interlocutora do governo brasileiro junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI), o que era veementemente rejeitado pela prefeitura e o governo do Rio.

Outra modificação foi a redução do número de cargos que serão criados para a Autoridade. Em vez de 484 novos contratados, como havia sido previsto, foi aprovada a criação de 181 vagas.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

 
<p>Ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles fala em entrevista &agrave; Reuters, em setembro de 2009. Sua indica&ccedil;&atilde;o para comandar a Autoridade P&uacute;blica Ol&iacute;mpica (APO) ainda deve ser analisada pelo Senado. 18/09/2009 REUTERS/Roberto Jayme</p>