21 de Março de 2011 / às 19:09 / em 7 anos

Obras em estádio de SP precisam começar em abril, diz ministro

<p>Imagem do projeto do futuro est&aacute;dio do Corinthians, que ser&aacute; constru&iacute;do em Itaquera. REUTERS/Corinthians/Divulga&ccedil;&atilde;o</p>

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou nesta segunda-feira que as obras para a construção do estádio de São Paulo para a Copa do Mundo de 2014 têm que começar até o mês de abril.

Esse é o prazo limite para o início da construção do estádio do Corinthians para que fique pronto a tempo de ser utilizado na Copa das Confederações, a ser realizada um ano antes do Mundial, segundo o ministro.

“O prazo ainda é suficiente, mas é preciso andar muito rápido. Creio que abril é um mês importante para iniciar as obras”, disse Silva a jornalistas. “Protelar o início da execução cria um embaraço.”

O ministro afirmou, no entanto, que confia na palavra e no empenho da prefeitura e do governo de São Paulo, que confirmaram o estádio a ser construída no bairro de Itaquera como o local escolhido para receber os jogos do Mundial.

“A prefeitura e o Estado ofereceram todas as garantias que o estádio de São Paulo será em Itaquera, que uma corporação vai buscar o banco e a complementação dessa arena vai ser dentro de um modelagem que a prefeitura estruturou”, declarou.

O prefeito da capital, Gilberto Kassab, disse no final do mês passado que as obras começariam em abril. Para receber a abertura da Copa, o estádio terá que ter capacidade para 65 mil pessoas.

O Corinthians tinha um projeto para a construção de uma arena para 48 mil pessoas. O financiamento para a ampliação do local ainda não foi detalhado pelas autoridades.

“NOS TRILHOS”

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que os financiamentos para os estádios da Copa estão caminhando bem, mas admitiu, sem citar nomes, que há duas arenas com problemas.

“Estão bem e nos trilhos. Em algumas situações não está ao alcance do BNDES viabilizar tudo... há dois casos mais atrasados”, explicou ele, acrescentando que os locais podem ficar de fora da Copa das Confederações, em 2013, “mas certamente dá (tempo) para a Copa do Mundo”.

Coutinho anunciou que o BNDES criou um grupo de trabalho para analisar a participação do banco em obras estruturais para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Um monitoramento parcial do banco aponta para investimentos de 7 bilhões de dólares nos Jogos em arenas, centros esportivos, equipamentos e obras de infraestrutura para a Olimpíada, e a instituição pretende ter uma participação no financiamento dessas obras.

“Ao longo dos próximos meses vamos junto com o Ministério do Esporte elaborar um plano de trabalho para a realização de investimentos”, disse Coutinho.

“Vamos endereçar os investimentos necessários para 2016, mas muitos dos investimentos feitos para 2007 (Jogos Pan-Americanos, no Rio) e a Copa do Mundo de 2014 se sobrepõem”, acrescentou.

O BNDES já tem programas de financiamento voltados para a estrutura da Copa de 2014 como arenas, hotéis, metro e rodovias.

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