Instituto do patrimônio autoriza demolição de teto do Maracanã

quarta-feira, 13 de abril de 2011 18:37 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A demolição da cobertura do Maracanã, que está comprometida e será substituída por uma estrutura maior para aumentar a área coberta das arquibancadas, foi autorizada nesta quarta-feira pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Rio de Janeiro.

Por exigência da Fifa, os estádios da Copa do Mundo de 2014 precisam ter todos os assentos cobertos, o que não acontecia no Maracanã. O projeto original de reforma do estádio para o Mundial previa a ampliação por cima da cobertura atual, mas problemas encontrados na estrutura levaram o governo a mudar os planos para demolir a cobertura.

As obras que modifiquem o exterior do Maracanã, que é tombado, precisam de aprovação do Iphan.

O superintendente do instituto, Carlos Fernando Andrade, afirmou que "após o início dos trabalhos de recuperação e inúmeros testes realizados, (a cobertura) mostrou-se irremediavelmente condenada, conforme laudos exarados por técnicos de ilibada reputação", segundo nota da Secretaria Estadual de Obras do Rio.

Com a demolição da cobertura, o custo da reforma do Maracanã deve aumentar dos 705 milhões de reais iniciais para mais de 1 bilhão de reais, segundo o orçamento do governo do Estado. A conclusão das obras está prevista para dezembro de 2012.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, manifestou no mês passado preocupação com o andamento das obras nos estádios brasileiros para a Copa e declarou que o Brasil está mais atrasado em sua preparação para o Mundial que a África do Sul, palco da Copa de 2010.

Segundo o dirigente, os atrasos poderiam deixar Rio e São Paulo fora da Copa das Confederações, em 2013. O governo brasileiro e o comitê organizador do Mundial rebateram as críticas garantindo que o país estará preparado para a competição.

(Por Pedro Fonseca)

 
<p>Foto de divulga&ccedil;&atilde;o do andamento das obras no Maracan&atilde;. 11/04/2011 REUTERS/Fernanda Almeida/Governo do Rio de Janeiro/Divulga&ccedil;&atilde;o</p>