Ministro diz ser "natural" acelerar obras de aeroportos da Copa

terça-feira, 19 de abril de 2011 12:37 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal acredita ser "natural" que as obras dos aeroportos para a Copa do Mundo de 2014 sejam aceleradas, após um estudo ter apontado que a maioria dos terminais que receberão investimentos para o Mundial não estará pronta para o torneio.

"É natural que tenha que acelerar qualquer obra, quem já trabalhou na construção civil sabe disso, tem sempre um ritmo que, em dado momento, tem que se acelerar e nós não temos tido uma marca de um grande atraso", disse a jornalistas nesta terça-feira o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência.

Segundo ele, não há uma determinação específica para a aceleração das obras nos aeroportos, mas as reformas e ampliações estão num momento em que os trabalhos começam efetivamente a ser executados.

Na semana passada, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicou que nove dos 13 aeroportos que estão sendo modernizados para a Copa não ficarão prontos para o evento. A situação dos terminais brasileiros é apontada pela Fifa como o maior gargalo na infraestrutura para a realização do Mundial no Brasil.

Um dia após a divulgação do estudo, o ministro Wagner Bittencourt, da Secretaria da Aviação Civil, negou preocupação com o ritmo das obras, mas já havia acenado com uma aceleração dos trabalhos.

Carvalho afirmou também que a realização dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, deixou um aprendizado ao governo que ajudará na execução da Copa.

"Muita gente, profeta da desgraça, começa a achar que o Brasil não tem condição (de realizar a Copa). Eu fico espantado de ver isso, gente apostando na desgraça", disse.

O ministro ainda minimizou a importância do relatório do Ipea, órgão vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo federal. "Não foi o Ipea, foi um pesquisador do Ipea que juntou recortes de jornal e resolver fazer aquele levantamento. Ele não está autorizado. Ele não representa definitivamente a posição do governo", criticou.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)