Blatter diz que Fifa precisa de evolução e não revolução

quarta-feira, 20 de abril de 2011 11:10 BRT
 

BERLIM (Reuters) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse nesta quarta-feira que a federação internacional de futebol precisa do estilo dele de "contínua evolução" em vez da "revolução" proposta por seu concorrente na eleição à presidência da entidade, Mohamed Bin Hammam.

Blatter e Bin Hammam são os únicos candidatos na eleição de junho. O atual presidente busca mais uma reeleição, após ter assumido o cargo em 1998 no lugar do brasileiro João Havelange.

"Tenho toda motivação, experiência, ideias e energia necessárias para completar minha missão", disse Blatter em carta enviada a todos os 208 membros da Fifa.

"Não precisamos de revolução na Fifa, mas de contínua evolução e melhorias em nosso esporte e na nossa organização", acrescentou.

"Nesse momento desafiador, a Fifa precisa de estabilidade, continuidade e confiança", disse Blatter.

O dirigente suíço acrescentou que pode fornecer essas qualidades em "um mundo de incertezas econômicas e instabilidade política". Ele prometeu distribuir 1 bilhão de dólares para o desenvolvimento do futebol nos próximos anos.

"Vou garantir a disciplina, o respeito e o jogo limpo dentro e fora de campo", afirmou Blatter.

Bin Hammam, do Catar, foi eleito sem concorrência para um terceiro e último mandato como presidente da Confederação Asiática de Futebol em janeiro. Ele tenta desbancar Blatter, de 73 anos, para se tornar o nono presidente na história da Fifa.

A votação será realizada em 1o de junho, durante o 61o Congresso da Fifa, em Zurique.

(Por Karolos Grohmann)

 
<p>Presidente da Fifa, Joseph Blatter, durante coletiva de imprensa em Genebra, em mar&ccedil;o. Blatter disse nesta quarta-feira que a federa&ccedil;&atilde;o internacional de futebol precisa do estilo dele de "cont&iacute;nua evolu&ccedil;&atilde;o" em vez da "revolu&ccedil;&atilde;o" proposta por seu concorrente na elei&ccedil;&atilde;o &agrave; presid&ecirc;ncia da entidade, Mohamed Bin Hammam. 28/03/2011 REUTERS/Denis Balibouse</p>