2 de Maio de 2011 / às 19:05 / em 6 anos

FIFA precisa de sangue novo, diz Bin Hammam na América do Sul

<p>Mohamed bin Hammam, diretor de futebol asi&aacute;tico da Fifa, coloca seus &oacute;culos em evento no Paraguai, em 30 de abril de 2011. Para ele, a FIFA est&aacute; precisando de sangue novo. 30/04/2011 REUTERS/Jorge Adorno</p>

ASSUNÇÃO (Reuters) - A FIFA precisa de sangue novo, disse o diretor de futebol asiático Mohamed Bin Hammam ao lançar sua candidatura para a presidência da entidade em evento no Paraguai.

Ele e seu concorrente, Joseph Blatter, que concorre ao seu quarto mandato como presidente da FIFA, foram convidados do congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) no domingo e ambos sentaram na mesa principal.

Os dois também estiveram presentes em um churrasco no rancho do presidente da CONMEBOL Nicolas Leoz no sábado.

“Deixe haver a disputa, deixe ser decidido pelo congresso (da FIFA). Os assuntos estão na mesa, vamos manter as coisas dinâmicas e deixar o congresso sempre decidir para onde as coisas vão,” disse Bin Hammam à Reuters.

“Eu penso em uma nova visão, uma nova abertura, sangue novo, a competição em si é o que queremos, não mudar”, acrescentou o dirigente de 61 anos, que preside a Confederação Asiática que disputará a eleição com Blatter no próximo dia 1o de junho, em Zurique.

A CONMEBOL, que tem apoiado Blatter incondicionalmente desde que ele assumiu em 1998, confirmou na sexta-feira que poderia apoiá-lo novamente em 1o de junho.

O congresso de domingo começou com um discurso sobre Blatter feito por Leoz, de 82 anos, reeleito pela para presidir a CONMEBOL pela sexta vez, no dia seguinte ao aniversário de 25 anos de sua chegada à presidência da entidade.

“Eu gostaria de agradecer à confiança depositada por vocês na FIFA”, disse Blatter.

“Estou muito feliz e honrado com sua decisão e aceito com prazer... para continuarmos jogando juntos no mesmo gramado.”

A CONMEBOL tem 10 dos 208 votos no Congresso da FIFA.

Bin Hammam chegou à reunião depois e falou de uma carta que que lhe foi enviada muitos anos atrás pelo ex-presidente da FIFA João Havelange na qual o brasileiro o chamava de amigo e irmão.

“No meu período de 24 anos na presidência da FIFA eu fiz muitos amigos, mas nenhum deles pode ser comparado ao apoio dado por você... Você não é apenas um amigo, mas um irmão,” Bin Hammam falou o que Havelange havia escrito.

Bin Hammam acrescentou: “Se eu fui amigo e irmão de Havelange, também posso ser o mesmo com você.”

No entanto, os aplausos foram apenas mornos.

Perguntado pela Reuters a respeito da recepção, Bin Hammam disse: “Você tem que perguntar a eles por que, eu fiz meu pedido para ser amigo, não há nada errado com isso.”

Blatter acredita ter cerca de 50 por cento do apoio da África e da Ásia e a maioria do restante do mundo.

Bin Hammam disse que o problema não foi resolvido.

“Eu não tenho que fazer campanha, falando francamente, e já disse isso antes, quando decidi ir em frente, sabemos onde somos fortes e onde somos fracos, e mais adiante eu acredito que nenhuma das decisões será tomada por um lado ou outro”, ele disse.

“Eu não vou dizer onde tenho força ou onde ainda estou fraco mas acredito que até a eleição eu tenho tempo (de conseguir mais apoio).”

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