Fifa cogita rever regras para naturalização de atletas

quarta-feira, 4 de maio de 2011 18:16 BRT
 

Por Brian Homewood

BERNA (Reuters) - A Fifa vai analisar durante o seu congresso anual uma proposta para abrandar as regras sobre a naturalização de jogadores, e deve também conceder mais poderes ao comitê executivo para suspender federações afiliadas.

O principal item da pauta do congresso, marcado para 1o de junho, é a eleição do presidente da Fifa, que opõe o atual ocupante do cargo, Joseph Blatter, ao desafiante Mohamed Bin Hammam.

O colegiado deve também sancionar medidas mais rigorosas a respeito de amistosos entre seleções.

Pela proposta que será analisada sobre a naturalização, um jogador maior de 18 anos precisará ter apenas três anos de residência num país estrangeiro (em vez dos cinco atuais) para que possa atuar por sua seleção.

A Fifa disse que a proposta foi lançada pela federação dos Emirados Árabes Unidos. Muita gente considera que a atual regra já é branda demais, facilitando a troca de nacionalidades.

Portugal, México e vários países africanos já levaram a campo jogadores estrangeiros sem ascendência nessas nações. O próprio Blatter manifestou certa vez o temor de que a Copa do Mundo se tornasse um torneio disputado por equipes repletas de brasileiros naturalizados.

Até 2004, um jogador precisava apenas de um passaporte do país que desejasse representar, um trâmite que muitos países ficavam contentes em apressar.

Mas, depois que o Catar tentou inscrever o brasileiro Ailton, a Fifa decidiu que os jogadores precisavam ter pelo menos dois anos de residência no país estrangeiro para poder defender sua seleção. O prazo foi posteriormente ampliado para cinco anos.