6 de Maio de 2011 / às 22:38 / 6 anos atrás

Governo do Rio quer reduzir homicídios até Copa à metade de 2007

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo do Rio de Janeiro espera reduzir pela metade o número de homicídios no Estado até a Copa do Mundo de 2014 em comparação a 2007, tendo como base a bonificação a policiais e a implantação de novas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), afirmou o subsecretário de Planejamento e Operação da Secretaria de Segurança Pública, Roberto Sá.

Sá afirmou, em entrevista à Reuters nesta sexta-feira, que no início do primeiro mandato do governador Sérgio Cabral (PMDB) os índices oficiais apontavam uma média de 40,6 homicídios por cada grupo de 100 mil habitantes no Estado.

Com a implantação de uma nova política de segurança, baseada principalmente nas UPPS e no pagamento de prêmios a policiais por redução nos índices de criminalidade, esses números já estão diminuindo. O índice atual é de 30 mortes para cada 100 mil pessoas, disse ele.

“São dois pilares bem-sucedidos do nosso governo e que estamos perseguindo e vamos continuar”, afirmou o subsecretário.

A meta, segundo ele, é chegar antes da Copa de 2014 em um patamar de 20 homicídios por cada grupo de 100 mil. Em comparação, o governo de São Paulo anunciou recentemente um índice de 9,5 mortes para cada 100 mil.

”Será uma vitória, mas esse números podem baixar ainda mais. Antes da Copa queremos chegar a 20 homicídios“, afirmou. ”Não se dá um salto pela metade de uma hora para outra.

A segurança é uma das preocupações dos organizadores da Copa do Mundo de 2014, que provavelmente terá a final disputada no Maracanã, e os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

Sá afirmou que a campanha do desarmamento retomada pelo governo federal pode ser importante neste trabalho. “Isso tem impacto no homicídios dolosos e vem se juntar as ações já em andamento no Rio”, avaliou.

Segundo o subsecretário, o governo já mapeou 100 comunidades que precisam da intervenção das autoridades policiais por estarem sob comando do crime organizador. Pelo menos 80 por cento delas receberão uma UPP.

Dezesseis UPPS foram implantadas na capital, e ainda neste semestre deve ser aberta a unidade do Complexo do Alemão -- conjunto de favelas que foi ocupado por tropas federais e a polícia no ano passado em uma megaoperação.

A secretaria acredita que seriam necessárias ao menos 10 bases de apoio e cerca de 2 mil homens, que estão em treinamento, para dar suporte à UPP do Alemão.

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