Teixeira é acusado de irregularidade em votação de sede da Copa

terça-feira, 10 de maio de 2011 10:56 BRT
 

Por Mike Collett

LONDRES (Reuters) - O antigo chairman da Associação Inglesa de Futebol (FA) David Triesman acusou membros do comitê executivo da Fifa, entre eles o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, de pedir favores em troca dos seus votos para a tentativa da Inglaterra de sediar a Copa do Mundo de 2018.

Além do presidente da CBF, Triesman também afirmou que Jack Warner, Worawi Makudi e Nicolás Leoz, que é presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, de também pedir favores em troca de votos.

Triesman falou nesta terça-feira em uma comissão do Parlamento britânico que questiona quais as razões da Inglaterra ter falhado na sua tentativa de sediar o torneio em dezembro. A Rússia acabou sendo a sede escolhida.

Segundo Triesman, Teixeira lhe perguntou: "O que você pode fazer por mim?", enquanto Warner, de Trinidad e Tobago, pediu 4.09 milhões de dólares para ser "canalizada através de mim" para uma escola, o paraguaio Leoz pediu ser laureado como um sir, e o tailandês Makudi queria o controle dos direitos de televisão de um possível amistoso entre Tailândia e Inglaterra.

"Eu vou levar as minhas evidências para a Fifa", disse Triesman.

O presidente da entidade que comanda o futebol mundial, Joseph Blatter, respondeu aos comentários de Triesman. "Fiquei chocado, mas ninguém viu as evidências", disse Blatter em coletiva de imprensa em Zurique.

"Há novas informações sendo divulgadas. Nós dê tempo para digerir isso e começar a investigação pedindo que as evidências do que foi dito sejam entregues."

Ele acrescentou: "Eu repito, nós precisamos das evidências. Com isso, nós vamos reagir imediatamente contra aqueles que quebraram as regras do nosso código de ética."

Blatter disse que os membros do comitê executivo não foram eleitos pelo mesmo congresso que ele foi. "Eles chegam através de outras (confederações), então não posso dizer se são todos anjos ou demônios", disse.

 
<p>O presidente da Confedera&ccedil;&atilde;o Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, durante reuni&atilde;o em Luque, Paraguai. 17/03/2011 REUTERS/Jorge Adorno</p>