Para Barrichello, nova asa móvel é risco à segurança em Mônaco

terça-feira, 10 de maio de 2011 18:44 BRT
 

LONDRES (Reuters) - Rubens Barrichello levantou dúvidas sobre a segurança no Grande Prêmio de Mônaco deste mês agora que os pilotos podem usar uma asa traseira móvel que ajuda nas ultrapassagens.

"Apenas acho isso errado", disse o mais experiente piloto na história da Fórmula 1, que também é o presidente da Associação dos Pilotos de Grande Prêmio (GPDA), ao site autosport.com.

"Adoraria que as pessoas do alto sentassem no carro e tentassem fazer o túnel com o DRS (sigla da asa traseira móvel) aberto", acrescentou o piloto da Williams, que vai completar 39 anos na segunda-feira anterior à corrida em Mônaco.

"Na minha opinião, eles estão esperando acontecer alguma coisa ruim. E quando isso acontecer, eles vão dizer: 'Oh, ano que vem não vamos usar em Mônaco'".

"Os pilotos não foram ouvidos até agora e acho que essa é uma decisão errada", acrescentou.

O GP de Mônaco, com sua pista estreita e sinuosa ao redor do principado no Mediterrâneo, é uma corrida charmosa mas muito difícil, em que qualquer erro acaba com a corrida de um piloto.

O setor do túnel é o mais rápido da pista, mas perigoso porque o piloto entra e sai do escuro numa velocidade altíssima.

Algumas equipes defenderam que o sistema DRS fosse banido em Mônaco, mas outras defendiam o uso das asas móveis, alegando que seria muito caro construir novas asas para serem usadas apenas em Mônaco.

"Estamos bem distantes de uma corrida segura", disse Barrichello. "Se eles ainda puderem ouvir: 'acho que Mônaco é o que é. Não é um território de ultrapassagens."

Barrichello é o único piloto na história da F1 com mais de 300 corridas no currículo. Ele já disputou 18 GPs de Mônaco desde sua estreia na F1, em 1993, pela Jordan.

(Reportagem de Alan Baldwin)