FIA vai analisar asa traseira da Ferrari

sexta-feira, 20 de maio de 2011 17:24 BRT
 

Por Alan Baldwin

BARCELONA (Reuters) - A nova asa traseira da Ferrari pode ser ilegal e vai ser analisada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), disse o diretor de provas da entidade, Charlie Whiting, nesta sexta-feira.

"Estamos cientes do uso da asa traseira pela Ferrari e estamos discutindo isso com a equipe", disse Whiting a repórteres na Catalunha, antes do Grande Prêmio da Espanha do fim de semana.

Quando questionado se o espanhol Fernando Alonso ou o brasileiro Felipe Massa poderiam usar a asa para o treino livre e o classificatório, Whiting disse: "Isto vai depender do que decidirmos hoje. É uma maneira muito inteligente de interpretar as regras e nós precisamos decidir se é uma boa maneira de interpretar as regras."

O bicampeão mundial Alonso é a principal atração para a torcida na corrida em seu país, e chegou à Espanha com energia renovada depois do seu primeiro pódio da temporada na Turquia.

O diretor técnico assistente da Ferrari, Pat Fry, disse que a equipe italiana testou vários novos componentes no treino da sexta-feira, incluindo "novos conceitos aerodinâmicos".

Whiting, que raramente dá entrevistas para a imprensa, explicou que a questão é uma possível contravenção do artigo 3.10.3 das regulamentações técnicas que determinam as especificações da asa.

"Há dispositivos que são normalmente apenas verticais, dois deles tipicamente em cada asa, que mantêm a distância constante entre os perfis", disse. "Estes separadores não podem estar mais do que 200 mm de distância um do outro... É uma interpretação alternativa das regras e estamos discutindo".

Whiting também defendeu a decisão da FIA de permitir que as equipes usem a asa traseira móvel no Grande Prêmio de Mônaco da próxima semana, apesar das preocupações em relação à segurança levantadas por alguns pilotos para o circuito de rua estreito e cheio de curvas.

"Eu falei com os pilotos algumas vezes sobre isso e ficou claro que a maioria deles preferia não usá-la em Mônaco", disse. "Não estamos esperando que ocorra um acidente, mas não há evidências para apoiar a teoria de que vai ser perigoso", acrescentou.