Governo reconhece atrasos para Copa e pede agilidade

terça-feira, 31 de maio de 2011 21:08 BRT
 

Por Hugo Bachega e Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - O governo reconheceu na terça-feira atrasos nas obras para a Copa do Mundo de 2014, pediu que os trabalhos e investimentos sejam acelerados e anunciou os modelos para as concessões dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília.

A presidente Dilma Rousseff reuniu-se com dez ministros, governadores, prefeitos e representantes das 12 cidades que serão sedes da Copa e decidiu acompanhar de perto o andamento dos projetos. Ela presidirá uma reunião trimestral com o grupo para tratar dos prazos das obras.

A reunião ocorreu dias após a Fifa concluir que os trabalhos em 10 das 12 cidades estão no "rumo certo". São Paulo e Natal preocupam devido ao ritmo lento nas obras dos estádios.

"Concluímos que será necessário acelerar mais a preparação da Copa", disse o ministro do Esporte, Orlando Silva, que estimou que o crescimento do tráfego aéreo no Brasil continuará na casa de dois dígitos até 2014.

Apesar da avaliação positiva da Fifa, a entidade emitiu novo alerta às autoridades brasileiras em relação à infraestrutura de transporte das cidades-sede do torneio, especialmente sobre a operação e capacidade dos aeroportos.

A falta de estrutura dos principais terminais do país, somada ao aumento no número de passageiros, é uma das principais preocupações para a realização da Copa e dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016.

"A presidenta apontou que é muito importante que as cidades aproveitem a oportunidade para melhorias na área de transportes e pediu que cidades acelerem investimentos em mobilidade urbana", disse Silva.

Para os aeroportos, foi anunciada a concessão das novas áreas nos terminais de Guarulhos e Viracopos, no Estado de São Paulo, e o de Brasília.   Continuação...

 
A presidente Dilma Rousseff participa de uma reunião com governadores e prefeitos das cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014, no Palácio do Planalto, em Brasília. 31/05/2011 REUTERS/Ueslei Marcelino