Blatter promete reformar Fifa e descentraliza poder

quarta-feira, 1 de junho de 2011 09:29 BRT
 

Por Mike Collett

ZURIQUE (Reuters) - O poder de conceder direitos de sediar uma Copa do Mundo será retirado de uma elite de executivos e confiado a todos os 208 membros do congresso da Fifa no futuro, disse o presidente da entidade, Joseph Blatter, nesta quarta-feira, enquanto luta para combater o ceticismo contra sua combalida organização.

Em um discurso elegante aos delegados, o suíço de 75 anos também disse que o Comitê de Ética da Fifa será reforçado e terá poderes para punir quaisquer malfeitores, e que seus membros serão selecionados por todo o congresso.

A entidade que comanda do futebol mundial foi duramente atingida por uma série de acusações de suborno e corrupção nos últimos meses, e Blatter disse que "os males" afetando a Fifa se originaram da decisão de dezembro passado de conceder os Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Catar.

Ele disse que a situação em que a Fifa se encontra é "indigna" e, recebendo aplausos da plateia, declarou que irá trabalhar para evitar que a organização se veja novamente nesta posição.

No espaço de poucos dias que antecederam seu 61o congresso, o Catar foi manchado por insinuações de que comprou a Copa de 2022; o chefe do futebol asiático, Mohamed bin Hammam, o chefe da Concacaf, Jack Warner, foram suspensos por alegações de suborno; e Bin Hammam se retirou da corrida presidencial, deixando Blatter como candidato único.

Uma proposta da Inglaterra de adiar a eleição presidencial desta quarta-feira foi derrotada mais cedo por 172 votos contra 17.

A parte mais reveladora do discurso bastante contido do geralmente mais animado mandatário contemplou a concessão de futuras Copas do Mundo - embora nenhuma deva ser anunciada até cerca de 2017 ou 2018, quando os anfitriões do torneio de 2026 serão finalmente escolhidos.

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