Jamaica nega suborno de Bin Hammam em eleição da Fifa

quinta-feira, 2 de junho de 2011 17:51 BRT
 

Por Horace Helps

KINGSTON (Reuters) - A Federação de Futebol da Jamaica (JFF, na sigla em inglês) negou as acusações de que aceitou suborno durante um encontro com o presidente da Confederação de Futebol da Ásia, Mohamed Bin Hammam, que foi suspenso pela Fifa.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, o presidente da JFF, Horace Burrell, disse que não houve oferta de dinheiro para a Jamaica votar em Bin Hammam na eleição da Fifa durante os encontros da União de Futebol do Caribe (CFU, na sigla em inglês) em Trinidad e Tobago.

"Declaro categoricamente que não houve oferta de dinheiro e nenhum recurso foi recebido pela JFF antes, durante ou depois do encontro da União que aconteceu nos dias 10 a 11 de maio em Trinidad", disse Burrell, que está atuando como presidente da UFC na ausência do também suspenso Jack Warner.

Bin Hammam, do Catar, negou veementemente qualquer irregularidade. Ele deveria ter enfrentado Joseph Blatter na eleição presidencial da Fifa desta semana, mas retirou a sua candidatura no domingo e foi, na sequência, suspenso da entidade que organiza o futebol mundial.

O comitê de ética da Fifa recebeu denúncias em um relatório, produzido em nome do secretário-geral da Concacaf, Chuck Blazer, contendo detalhes das reuniões da CFU e com declarações de que pagamentos em dinheiro foram feitos.

A Federação de Futebol de Porto Rico confirmou para a Fifa que recebeu dinheiro e se comprometeu a devolvê-lo, enquanto a Federação de Futebol da Bahamas disse que recusou a oferta de suborno.