Pivô de escândalo começa trabalho na Williams e pede desculpas

terça-feira, 14 de junho de 2011 10:12 BRT
 

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - O britânico Mike Coughlan começou na Williams com um sincero pedido de desculpas à sua ex-equipe, a McLaren, e à adversária Ferrari por seu envolvimento em um controverso caso de espionagem que abalou a Formula 1 em 2007.

Coughlan se uniu aos ex-campeões mundiais, como chefe de engenharia, e está cotado para assumir a posição de diretor técnico quando o australiano Sam Michael sair, no fim da temporada.

O britânico foi destituído da McLaren depois que se descobriu que ele estava com um dossiê de 780 páginas com informações secretas da Ferrari

A Ferrari demitiu Nigel Stepney, o engenheiro britânico acusado de ter passado os dados para Coughlan.

O caso, então chamado de "Spygate", resultou em uma multa recorde para a McLaren, de 100 milhões de dólares, e na perda dos pontos da equipe no Mundial de Construtores daquele ano.

"Eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para me desculpar com qualquer pessoa que tenha sido afetada pela minha conduta e, em especial, ao pessoal da McLaren e da Ferrari e os fãs dessas duas equipes", disse Coughlan em uma sessão de entrevistas nesta terça-feira, na Williams, depois de seu primeiro dia na fábrica do time.

"Eu sinceramente lamento minhas atitudes e aceito plenamente a penalidade que me foi imposta pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Eu apenas espero ser novamente respeitado."

Coughlan, que vinha trabalhando na Nascar, nos Estados Unidos, disse que o escândalo mudou sua vida e o fez refletir sobre suas ações. "Deixar uma equipe e um esporte que eu amo, e depois ver as conseqüências de minhas ações na equipe e nos fãs foi algo devastador", afirmou.   Continuação...