Em meio a uma crise, rebaixamento assombra o River Plate

domingo, 19 de junho de 2011 17:04 BRT
 

Por Rex Gowar

BUENOS AIRES (Reuters) - Torcedores do River Plate vaiaram os jogadores, um idoso morreu de um ataque cardíaco durante uma derrota humilhante no sábado e a má forma do time trouxe a perspectiva real de rebaixamento para um dos maiores clubes do mundo.

Nunca o River afundou tanto. Uma derrota por 2x1 em casa para os Ladinos no último dia do torneio Clausura foi sua sétima partida sem vencer. O time agora enfrenta uma repescagem contra o Belgrano, da segunda divisão nacional, em dois jogos, em Córdoba, na quarta-feira, e no Estádio Monumental no próximo sábado.

Nono na tabela do campeonato Clausura, o River terminou nesta dura situação, que tem, em três temporadas, a pior média de pontos mínimos necessários para escapar do rebaixamento. Os dois times com menos pontos na tabela caem, e os dois seguintes enfrentam a repescagem com times da segunda divisão que buscam o acesso.

"Vocês todos devem ser mandados embora", cantaram os torcedores enquanto jogadores deixavam o campo sob a proteção de escudos policiais. "Nenhum pode ficar."

PIOR CRISE

O River Plate está sofrendo sua pior crise nos 110 anos de existência, mais grave do que o período de 18 anos em que não ganhou nenhum título, entre 1958 e 1975. Muitas vezes o recordista de ligas, com 33 campeonatos vencidos, chegou à final durante essa fase de jejum.

Agora o time colhe as sementes podres plantadas pelos oito anos de administração do antigo presidente do clube, Jose Maria Aguilar, quando o brilhante esquema juvenil que produziu talentos como Pablo Aimar e Javier Saviola secou e sucessores promissores foram vendidos por dinheiro fácil para pagar dividas.

O antigo capitão do River e técnico Daniel Passarella venceu a eleição presidencial um ano e meio atrás e favoreceu uma direção de rumo frugal, recusando gastos para reforçar o plantel com grandes nomes e apostando no antigo colega de time, JJ Lopez, um homem com pouca experiência como treinador, para salvar o time do rebaixamento. Os torcedores, com poucas recompensas por seu apoio massivo, não devem ver muitas mudanças nesta semana, apenas outro último empurrão contra o destino por um time que há muito tempo deixou para trás os grandes times ofensivos que já deram o ar da graça no Monumental.