21 de Junho de 2011 / às 13:57 / 6 anos atrás

ENTREVISTA-Técnico do Peñarol se surpreende com sucesso

O técnico do time uruguaio Penarol Diego Aguirre em entrevista à Reuters em Montevidéu. A presença do time na final da Copa Libertadores foi uma surpresa até mesmo para Aguirre. 16/06/2011Andres Stapff

Por Rex Gowar

MONTEVIDÉU (Reuters) - O Peñarol já foi uma grande força na Copa Libertadores, com cinco títulos conquistados entre 1960 e 1987, mas sua presença na final deste ano foi uma surpresa até para o técnico Diego Aguirre.

"Não sei como explicar racionalmente", disse Aguirre à Reuters, no campo do clube uruguaio, depois que o time que ele montou em menos de seis meses empatou em 0 x 0 com o Santos, na semana passada, na partida de ida da decisão.

"É muito difícil formar um time tão rapidamente e ter sucesso quando se joga contra campeões (nacionais), que esperam ganhar a Libertadores. Seria racional que eles fizessem isso, mas não nós, que por sermos o Peñarol, temos de lutar contra tudo."

"Mas como acreditamos em nós mesmos, nós superamos coisas inexplicáveis", disse o treinador, de 45 anos, que foi atacante e fez o gol da vitória do Peñarol na conquista da Libertadores em 1987.

"Passaram-se sete anos desde que o Peñarol tinha chegado pela última vez à fase de grupos da Libertadores, uma equipe com tanta história. É nossa décima final na Copa, um recorde, que potencializa isto", acrescentou Aguirre.

Os fãs do Peñarol fizeram uma enorme festa no estádio Centenário, palco da vitória uruguaia na primeira Copa do Mundo, em 1930. Soltaram fogos de artifício e pequenas bombinhas de fumaça -- algo impensável numa final da Liga dos Campeões, na Europa, onde os controles de segurança são muito mais rígidos.

"O fãs sempre foram impressionantes, mas agora estamos vivenciando uma demonstração incrível", disse.

"É uma grande motivação, mas também nos dá uma imensa responsabilidade e as coisas nem sempre saem da maneira que a gente calcula, mas também porque estamos enfrentando um grande time", disse ele, comentando a incapacidade do Peñarol de marcar contra o Santos no jogo em Montevidéu.

O Santos continua sendo o favorito para conquistar seu terceiro título da Libertadores na segunda partida da final, na quarta-feira, em São Paulo. A equipe foi duas vezes campeã durante a época de Pelé, nos anos 1960, numa delas vencendo justamente o Peñarol na final, em 1962.

O time brasileiro foi beneficiado no Uruguai por uma partida sem brilho por parte do Peñarol, que ficou muito aquém das exibições que o levaram à final do torneio.

Para chegar à final, o Peñarol venceu o atual campeão da Libertadores, o Internacional, depois derrotou a Universidad Católica, do Chile, nas quartas de finais, e em seguida o campeão de 1994, o argentino Vélez Sarsfield, nas semifinais.

"É difícil lembrar das finais pelo seu bom futebol, pelo menos no que se refere ao Peñarol. Historicamente, nós sempre damos 100 por cento, todo o coração para chegar lá", disse Aguirre.

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