Villas Boas pede demissão do Porto e se aproxima do Chelsea

terça-feira, 21 de junho de 2011 14:29 BRT
 

LISBOA (Reuters) - O técnico André Villas Boas pediu demissão do Porto nesta terça-feira, decisão que o aproxima do cargo de treinador do Chelsea.

"O Porto foi notificado da intenção do técnico André Villas Boas de terminar, sem justa causa, seu contrato com o clube, ativando a cláusula de rescisão", informou o clube português em comunicado.

O clube informou que o contrato com o técnico de 33 anos será considerado extinto assim que for paga a multa rescisória de 15 milhões de euros (21,52 milhões de dólares).

Villas Boas, que tinha contrato com o Porto até 2013, tem sido fortemente vinculado com o Chelsea, time que busca um novo técnico após demitir Carlo Ancelotti no último dia da temporada passada, em maio.

O treinador, que foi assistente de José Mourinho no Chelsea entre 2004 e 2007, assumiu o cargo de técnico do Porto em junho do ano passado, e levou a equipe às conquistas do Campeonato Português, da Taça de Portugal e da Liga Europa.

Ele também trabalhou com Mourinho no Porto e na Inter de Milão, antes de ajudar o Acadêmica de Coimbra a escapar do rebaixamento no Campeonato Português após assumir o clube em outubro de 2009, em sua primeira experiência como treinador.

No mês passado o treinador chegou a afirmar que seu futuro seria no Porto.

Ele se tornou o mais jovem treinador a conquistar uma competição europeia de clubes, quando o Porto derrotou o também português Braga na final da Liga Europa no mês passado.

Comandado por ele, o Porto também se tornou o primeiro clube desde 1978 a terminar o Campeonato Português invicto, selando a conquista do título diante do arquirrival Benfica em pleno Estádio da Luz.

(Reportagem de Shrikesh Laxmidas e Daniel Alvarenga)

 
Técnico do Porto, André Villas Boas, comemora vitória contra Spartak nas quartas de final da Liga Europa, em Moscou, em abril.  Villas Boas pediu demissão nesta terça-feira, decisão que o aproxima do cargo de treinador do Chelsea. 14/04/2011   REUTERS/Grigory Dukor