27 de Junho de 2011 / às 13:17 / 6 anos atrás

Torcida do River causa tumultos após rebaixamento

Polícia usa canhões d'água para dispersar torcedores do River Plate após o empate em 1 x 1 contra o Belgran. O River Plate sofreu no domingo a maior humilhação dos seus 110 anos de história ao ser rebaixado pela primeira vez à segunda divisão argentina, numa partida que resultou em cenas de violência em Buenos Aires e na interdição do estádio Monumental. 26/06/2011 REUTERS/Enrique Marcarian

Por Rex Gowar

BUENOS AIRES (Reuters) - O River Plate sofreu no domingo a maior humilhação dos seus 110 anos de história ao ser rebaixado pela primeira vez à segunda divisão argentina, numa partida que resultou em cenas de violência em Buenos Aires e na interdição do estádio Monumental.

“Barrabravas”, como são chamados os torcedores violentos na Argentina, causaram confusão dentro e fora do gigantesco estádio depois do empate em 1 x 1 contra o Belgrano, no jogo de volta de uma repescagem que decidiria um lugar na segunda divisão.

Pelo menos 25 pessoas, inclusive seis policiais, ficaram feridas por pedras e barras de metal atiradas pelos desordeiros. Uma pessoa foi atropelada e está em estado grave.

Uma importante avenida perto do estádio ficou parecendo uma praça de guerra, com focos de incêndio, vitrines estilhaçadas e lojas saqueadas.

Um promotor determinou a interdição temporária do estádio - que será palco da final da Copa América dentro de exatamente quatro semanas - enquanto é feita uma investigação sobre falhas no policiamento e possível venda de ingressos além da capacidade.

“Vamos buscar provas de que entraram mais torcedores do que o número autorizado”, disse o promotor Gustavo Galante à TV América, acrescentando que o limite estipulado pelas autoridades era de 40 mil espectadores, mas que observadores estimaram o público em 60 mil.

Torcedores do River já haviam invadido o campo no jogo de ida, em Córdoba, e por isso Galante havia solicitado que a partida de volta fosse disputada com portões fechados.

Jogadores do River e do Belgrano tiveram de deixar o Monumental sob proteção policial, enquanto as forças de segurança usavam jatos d‘água e gás lacrimogêneo para tentar dispersar os torcedores violentos.

Só mais tarde o Belgrano conseguiu comemorar sua ascensão à primeira divisão junto com seus torcedores - poucas centenas de pessoas - que tiveram de ficar quase três horas na arquibancada após o apito final.

O River, 33 vezes campeão argentino, lembrado pela qualidade do seu futebol e pelos jogadores que revelou ao mundo - como Alfredo di Stéfano e Daniel Passarella, seu atual presidente -, acabou pagando pelo mau desempenho no campeonato de 2008/09, que contribuiu para a péssima média de pontos nas últimas três temporadas, o que serve de critério para o rebaixamento na Argentina.

A catástrofe sela uma fase de nove jogos sem vitórias, e deixa o clube, já endividado, com a perspectiva de enormes prejuízos financeiros.

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