Críticas da Fifa por obras da Copa são imprecisas, diz ministro

segunda-feira, 27 de junho de 2011 16:53 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - As novas críticas da Fifa sobre os preparativos do Brasil para a Copa do Mundo de 2014, incluindo o ritmo das obras em estádios e aeroportos, são uma "visão imprecisa" de quem acompanha os trabalhos de longe, disse nesta segunda-feira o ministro do Esporte, Orlando Silva.

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, voltou a criticar na semana passada o andamento de obras nos estádios do Mundial e na modernização e ampliação da infraestrutura do país, incluindo sistemas de transporte e aeroportos.

"Essa é uma manifestação de quem desconhece o Brasil e acompanha remotamente a preparação do país... As posições expressam uma visão imprecisa sobre o que acontece no Brasil", disse Silva a jornalistas após reunião de coordenação com a presidente Dilma Rousseff.

A preparação brasileira para a Copa do Mundo tem sido bastante criticada tanto dentro quanto fora do país, que voltará a realizar um Mundial pela primeira vez desde 1950.

O novo estádio do Corinthians, que será construído em São Paulo, já foi descartado para a Copa das Confederações de 2013 porque não ficará pronto a tempo, enquanto várias obras, incluindo a reforma do Maracanã, sofreram aumento de custos.

Segundo Silva, o clube paulista espera assinar contrato com a Odebrecht ainda nesta semana e haverá uma redução "muito significativa" do valor previsto para a construção do estádio.

O ministro reconheceu que o país precisa melhorar a infraestrutura dos aeroportos, mas disse que a questão dos terminais teve uma "evolução nítida".

Em maio, o governo anunciou a concessão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília para modernização e ampliação destes terminais.

A Infraero, estatal que administra os aeroportos, estima que os 12 aeroportos que serão utilizados pelas cidades-sede da Copa receberão investimentos de 5,6 bilhões de reais até 2014.

A reunião de coordenação da presidente Dilma com alguns ministros teve tema central a aprovação do Regime Diferenciado de Contratação (RDC) para a Copa e a Olimpíada de 2016, que prevê que o orçamento estipulado para uma determinada obra só será divulgado publicamente após o encerramento da licitação.

(Reportagem de Hugo Bachega)

 
O ministro do Esporte, Orlando Silva, conversa com jornalistas em São Paulo, março de 2011. Silva afirmou que as críticas da Fifa com relação ao ritmo das obras da Copa do Mundo de 2014 são uma "visão imprecisa". 28/03/2011 REUTERS/Nacho Doce