1 de Julho de 2011 / às 20:19 / em 6 anos

Nadal esmaga de novo o sonho de Murray em Wimbledon

Rafael Nadal comemora vitória sobre Andy Murray na semifinal de Wimbledon. 01/07/2011 REUTERS/Eddie Keogh

Por Mitch Phillips

LONDRES (Reuters) - Rafael Nadal voltou a demonstrar sua enorme capacidade física e mental e resistiu ao início de jogo impetuoso de Andy Murray para derrotar o tenista da casa por 5-7, 6-2, 6-2 e 6-4, pela semifinal do torneio de Wimbledon, na sexta-feira.

O segundo cabeça-de-chave e atual campeão enfrentará Novak Djokovic na final de domingo, depois de sepultar as esperanças de Murray de se tornar o primeiro britânico em 75 anos a chegar à final.

Murray, quarto pré-classificado, fez um primeiro set brilhante na lotada Quadra Central, aproveitando o apoio da torcida, mas o espanhol não se deixou abalar e reagiu até a merecida vitória.

Nadal chega à sua 13a final de Grand Slam, buscando o 11o título, sendo o terceiro em Wimbledon, onde ele não perde desde a final de 2007 diante de Roger Federer. No ano passado, o espanhol já havia derrotado Murray na semifinal.

“É um sonho voltar à final”, disse Nadal em entrevista à TV. “Fico triste por Andy. Acho que ele merecia estar na final. Eu desejo a ele tudo de bom para o resto do ano e para o Aberto dos EUA.”

Seguindo conselhos unânimes, Murray bem que tentou ser mais agressivo contra Nadal. Começou sacando violentamente e encaixando dois aces, o que elevou os decibéis da arquibancada.

Mas Nadal também se mostrava sólido na sua vez de sacar, e o primeiro “iguais” da partida só aconteceu no 11o game, com serviço do britânico.

Mas, de repente, Nadal viu seu serviço ser quebrado sem marcar um só ponto no game. Murray então fechou o primeiro set, para delírio de uma torcida ávida por ver um britânico campeão em Wimbledon -- algo que não ocorre desde que Fred Perry conquistou seu terceiro título, em 1936.

Murray parecia totalmente focado, sem os olhares de desespero na direção da família nem a indignação consigo mesmo após um erro -- características que tantas vezes denotam uma falta de equilíbrio do tenista.

O segundo set começou novamente bem disputado, mas a guinada chegaria no quarto game. Nadal perdia de 2-1, com 15-30 no placar, quando Murray jogou um forehand fácil para fora.

Em vez de pressionar para quebrar o serviço, Murray entregou o game. Seria o início de uma série de sete games consecutivos para o espanhol, que assim fechou o segundo set e começou o terceiro em vantagem.

Apesar de ter trocado de raquete cinco vezes, Nadal manteve seu forehand inclemente, enquanto Murray parecia ter o radar avariado. Com mais uma quebra e um excelente game de serviço, Nadal fechou o set e passou à frente.

No quarto set, Murray já parecia perturbado e, num voleio inconclusivo, permitiu que Nadal mandasse com o backhand uma bola que passou zumbindo sob o seu nariz, decretando mais uma quebra de serviço.

Murray ainda pareceu ver uma réstia de esperança num raro break point no quarto game. A plateia sentiu a importância do momento e o apoiou, mas Nadal, como sempre, lidou maravilhosamente com a pressão e afastou o perigo.

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