Inquérito britânico sobre sedes da Copa acusa Fifa e Blatter

segunda-feira, 4 de julho de 2011 22:12 BRT
 

LONDRES (Reuters) - Um inquérito do governo britânico sobre acusações de corrupção envolvendo candidaturas para a Copa do Mundo acusou a Fifa de tentar desconsiderar evidências e questionou o comprometimento do presidente Joseph Blatter em reformar a organização.

O relatório de 31 páginas pediu à Fifa uma "comissão para uma investigação completa, urgente e independente" das denúncias sobre as sedes dos Mundiais de 2018 e 2022.

O documento também apontou a decisão da Fifa de não investigar as supostas irregularidades envolvendo Jack Warner, de Trinidad & Tobago, que renunciou ao cargo no comitê executivo da Fifa no mês passado após 28 anos, como "notável".

"Ficamos assustados com as alegações de corrupção feitas contra membros do comitê executivo da Fifa durante o período de nossa investigação", informa o relatório.

"A Fifa deu toda a impressão de querer varrer todas as alegações de má conduta para debaixo do tapete e rejeitar qualquer um que trouxesse acusações contra eles."

Warner, que tinha sido suspenso enquanto um comitê de ética investigava alegações de pagamento de propinas, renunciou a todos seus cargos no futebol internacional, incluindo o de presidente da Concafaf.

Ele estava sendo investigado em um escândalo de venda de votos relacionado à campanha eleitoral do então candidato à presidência da Fifa Mohammed bin Hammam, que abalou a entidade no início de junho.

Outros quatro membros do comitê executivo da Fifa-- incluindo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira-- foram acusados por um ex-presidente da federação inglesa de futebol de terem oferecido vender seus votos para a candidatura da Inglaterra na eleição para a Copa do Mundo de 2018. A Fifa, no entanto, inocentou os quatro.

(Por Mike Collett)