Fina quer período de suspensão para Cielo por doping, diz CAS

sexta-feira, 8 de julho de 2011 15:24 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O recurso apresentado pela Federação Internacional de Natação (Fina) sobre a decisão brasileira de apenas advertir o nadador Cesar Cielo após um caso de doping defende que o atleta seja suspenso e pede que a decisão seja tomada antes do Mundial de Xangai deste mês, informou a Corte Arbitral do Esporte (CAS) nesta sexta-feira.

Cielo, campeão olímpico e mundial, foi advertido na semana passada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), junto com outros três nadadores, após exame antidoping positivo para a substância proibida furosemida durante o Campeonato Brasileiro -- Troféu Maria Lenk de Natação -- em maio.

A CAS informou que o recurso apresentado pela Fina nesta semana pede que Cielo e os outros nadadores -- Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Wake -- recebam um período de suspensão e tenham todos os seus resultados anulados desde a realização dos exames antidoping.

"Em seus recursos, a Fina pede que as advertências impostas pela CBDA sejam substituídas por um período de inelegibilidade, e que os resultados conquistados pelos atletas a partir da data da coleta das amostras até o começo do período de inelegibilidade sejam anulados", informou o tribunal em comunicado em seu site.

A entidade internacional responsável pelos esportes aquáticos também solicitou que o julgamento dos brasileiros na CAS seja realizado logo e que os resultados sejam divulgados antes do início do Campeonato Mundial da Fina, em Xangai, em 24 de julho.

Segundo a corte, isso dependerá da defesa dos atletas brasileiros.

"Esse método de procedimento só será possível com o consentimento das partes de defesa, que foram convidadas a enviar suas posições. Caso as partes concordem em proceder de maneira acelerada, um cronograma de procedimentos será estabelecido pela CAS em consulta com as partes com o objetivo de garantir que uma decisão seja divulgada antes de 24 de julho de 2011", acrescentou o comunicado.

Cielo alega que durante painel realizado pela CBDA foi comprovada a presença da substância proibida por meio de contaminação cruzada durante a manipulação de um suplemento usado pelos atletas há vários anos.

A CBDA justificou sua decisão de apenas advertir os atletas afirmando que "não foi identificada culpa ou negligência" dos nadadores e que ficou "comprovado que não houve aumento dos seus desempenhos".   Continuação...