Eliminada, seleção de futebol feminino volta a cobrar apoio

terça-feira, 12 de julho de 2011 19:47 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Depois de mais uma derrota para os Estados Unidos no futebol feminino, a seleção brasileira desembarcou na terça-feira no Rio de Janeiro cobrando mais investimentos e uma estrutura melhor para que o país possa se tornar uma potência no esporte.

O Brasil foi eliminado do Mundial da Alemanha nas quartas de final ao perder nos pênaltis, após empatar em 2 x 2 no domingo, quando as norte-americanas marcaram o gol de empate nos acréscimos no segundo tempo da prorrogação.

A goleira Andréia, que se despediu do Brasil em Mundiais, fez um duro desabafo.

"Ganhou o melhor e quem tem o melhor. A gente não tem e nunca vai ter o melhor. Venceu uma seleção que investe no futebol feminino, que tem jogadoras que jogam desde os 12 anos, desde o colégio, tem time, clube, salário, e a gente não tem e nunca vai ter", afirmou ela aos jornalistas.

"Não acho que se fosse campeã mundial ia mudar alguma coisa. Não ia nada."

A atacante Cristiane, um dos destaques da seleção brasileira, lembrou que algumas jogadoras, entre elas a meia Formiga, chegou à Copa do Mundo da Alemanha sem clube para jogar na volta ao país. "O Brasil continua o mesmo e não muda. Tivemos três medalhas de prata em duas Olimpíadas e um Mundial e nada mudou. É triste por saber disso", avaliou.

O Brasil é o atual vice-campeão mundial e levou ainda duas medalhas de prata nas duas últimas Olimpíadas, em 2004 e 2008, perdendo a decisão justamente para os EUA.

A zagueira Daiane, conhecida como Bagé, era o retrato da desolação na chegada ao Rio. Ela marcou um gol contra no tempo normal e ainda perdeu um pênalti na disputa final.

"Para mim a situação é mais complicada. A situação do gol e do pênalti foi comigo. Não esperava isso, mas infelizmente fui eu que errei", disse ela.   Continuação...

 
Marta (E) lamenta lance durante jogo do Brasil com os EUA na Copa do Mundo de futebol feminino no domingo. A seleção brasileira foi eliminada nos pênaltis.  REUTERS/Fabrizio Bensch