"Hoje não era o dia do Brasil", diz Mano Menezes

segunda-feira, 18 de julho de 2011 14:41 BRT
 

LA PLATA, Argentina (Reuters) - O técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, lamentou a falta de gols de sua equipe na derrota contra o Paraguai que significou à equipe verde e amarela a eliminação na Copa América, disputada na Argentina.

O Brasil, campeão das últimas duas edições do torneio continental, não conseguiu quebrar uma ferrenha defesa paraguaia, o que obrigou a definição nos pênaltis depois de empatar em 0 x 0 nos 90 minutos regulamentares e na prorrogação.

O Paraguai marcou dois gols nos pênaltis, enquanto o Brasil errou os quatro que bateu e foi eliminado nas quartas de final.

"Os jogos não são vencidos com vontade e sim com gols, e ao Brasil faltaram gols", disse Menezes em coletiva de imprensa.

"Trabalhamos muito, fomos muito superiores e não fizemos um gol, que é a parte mais importante do futebol", destacou.

Da mesma forma que o técnico do Paraguai, o argentino Gerardo Martino, disse que "teve a sorte que não teve quando era jogador e como técnico", Menezes ressaltou que "hoje não era o dia do Brasil".

"Precisamos ter maturidade e tranquilidade na hora de analisar a partida. Perdemos a classificação contra um rival que empatou quatro vezes. São coisas duras do futebol e temos que conviver com elas", expressou.

De qualquer forma, o técnico afirmou que é necessário olhar para frente.

"A experiência nos faz entender que temos um caminho. Isso (a eliminação) nos serve para reforçar a ideia de que temos que buscar a formação de uma equipe forte como gosta o torcedor brasileiro e para isso vamos seguir trabalhando", acrescentou.

O Brasil ganhou oito Copas América, as duas últimas de forma consecutiva.

(Reportagem de Luis Ampuero)

 
Técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, participa de coletiva de imprensa em Los Cardales, na Argentina. Menezes lamentou a falta de gols de sua equipe na derrota contra o Paraguai que significou à equipe verde e amarela a eliminação na Copa América.
18/07/2011 REUTERS/Paulo Whitaker