Mano garante que Brasil não vai chegar "cambaleando" em 2014

segunda-feira, 18 de julho de 2011 12:36 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A seleção brasileira, eliminada da Copa América e sem vencer nenhum adversário de ponta sob comando do técnico Mano Menezes, vai se reerguer e chegará firme à Copa do Mundo de 2014 no país, garantiu o treinador nesta segunda-feira.

Em sua primeira competição oficial do ciclo que levará ao Mundial no Brasil, a seleção foi eliminada no domingo nas quartas de final pelo Paraguai, nos pênaltis, após uma campanha decepcionante. Em quatro jogos foram três empates e apenas uma vitória.

Para piorar, os brasileiros perderam os quatro pênaltis que cobraram na disputa decisiva com o Paraguai, após empate de 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação, num jogo em que a equipe foi superior, mas desperdiçou inúmeras chances de marcar.

"Tenho uma autocrítica muito firme, o Brasil não vai chegar em 2014 cambaleando, vai chegar firme", disse Mano em entrevista coletiva no hotel da seleção brasileira, nos arredores de Buenos Aires.

"E se eu sentir que em determinado momento não tenho condições de fazer o Brasil chegar firme, eu vou dizer isso ao presidente da Confederação (CBF). Podem ficar tranquilos quanto a isso", acrescentou.

"TROCAR NÃO RESOLVE"

Quando perguntado por um jornalista argentino sobre a possibilidade de uma troca no comando da seleção brasileira, Mano disse que não considera essa possibilidade como uma solução no momento.

"Me parece que trocar (o técnico) não resolve, a Argentina vem trocando bastante nos últimos anos e não resolveu o problema da Argentina", afirmou, referindo-se à derrota dos anfitriões também nas quartas de final, para o Uruguai.

"Enquanto as coisas estiverem assim, e nós continuarmos caminhando na direção que temos certeza que as coisas estão caminhando, vamos continuar nos sentindo confortáveis em prosseguir com o trabalho", disse.   Continuação...

 
Técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, em entrevista coletiva em Los Cardales, nos arredores de Buenos Aires. 18/07/2011 REUTERS/Paulo Whitaker