23 de Julho de 2011 / às 15:32 / 6 anos atrás

Brasileira ganha ouro em maratona aquática de 25km em Mundial

Brasileira Ana Marcela Cunha, de 19 anos, ganhou a medalha de ouro na maratona aquática de 25 quilômetros neste sábado, durante o Mundial de Esportes Aquáticos.Carlos Barria

Por Carlos Barria

CIDADE DE JINSHAN, China (Reuters) - A brasileira Ana Marcela Cunha, de 19 anos, ganhou a medalha de ouro na maratona aquática de 25 quilômetros neste sábado, durante o Mundial de Esportes Aquáticos, numa prova marcada pela polêmica em torno da temperatura da água, que teria excedido os limites de segurança.

Ana Marcela completou a prova em 5h29m22s9 e se tornou a primeira mulher a conquistar um ouro para o Brasil num Mundial de Esportes Aquáticos.

"Eu fui a zebra, estou muito feliz agora (exceto) pela dor, porque está tudo doendo, mas depois de conquistar a medalha, a gente até esquece um pouco", disse a atleta em áudio divulgado pelo site da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

A decisão dos árbitros de seguir adiante com a prova irritou atletas e várias equipes. A seleção dos Estados Unidos, por exemplo, aconselhou todos os seus atletas a não disputar a prova, após a medição da temperatura da água às 5h30 (18h30 em Brasília) apontar temperatura de 30,4 graus Celsius.

Várias autoridades de equipes que disputam o Mundial afirmaram à Reuters que a temperatura máxima da água não pode superar 31 graus Celsius. A equipe alemão afirmou que medições que realizou durante a prova apontaram temperatura superior a 32 graus Celsius.

"A água estava quente. Fiquei furiosa porque na sexta volta meu técnico disse que estava 31 graus, e que tínhamos que nadar mais uma volta", disse a medalhista de prata, a alemã Angela Maurer.

"E na sétima volta ele me disse para terminar a prova independente da temperatura. Acho que a temperatura da água estava superior a 31 graus. Fiquei muito cansada após oito voltas."

A italiana Alice Franco, que levou a medalha de bronze, afirmou que as condições da prova não foram seguras. "Não somos máquinas. Está água está quente demais para nossa segurança. Não pudemos nadar bem", disse.

Tanto a prova feminina quanto a masculina foram afetadas pela desistência de atletas. Entre os homens, o vencedor foi o búlgaro Petar Stoychev.

Autoridades dos Estados Unidos têm sido especialmente cautelosas com as condições da água em competições após a morte de Fran Grippen de aparente exaustão causada pelo calor num evento em Dubai, em outubro.

Um painel dos EUA, criado para investigar a morte do atleta de 26 anos, recomendou à Fina, entidade que comanda os esportes aquáticos no mundo, que estabelecesse temperaturas mínimas e máximas para as competições.

A Fina disse em entrevista coletiva que a competição aconteceu de acordo com suas normas de segurança.

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