Matança em Oslo choca ciclistas noruegueses

sábado, 23 de julho de 2011 15:22 BRT
 

Por Julien Pretot

GRENOBLE, França (Reuters) - O campeão mundial Thor Hushovd e seu compatriota norueguês Edvald Boasson Hagen tiveram que se esforçar para se concentrar no penúltimo estágio da Volta da França neste sábado, depois que pelo menos 92 pessoas morreram em ataques a bomba e com arma de fogo em sua terra natal.

"Minha cabeça está na Noruega. É duro pensar em correr quando na vida real coisas assim acontecem lá. Mentalmente é difícil," disse Hushovd, que envergou o agasalho amarelo do líder durante várias etapas da corrida deste ano, depois do trecho de 42,4 km de Grenoble.

"Estou ansioso pelo final da Volta. É assustador, é muita emoção e tristeza. Não acreditávamos que poderia acontecer. Pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer um."

A maior parte dos mortos na sexta-feira era de jovens, alvejados em uma pequena ilha de férias que sediava o acampamento anual da ala jovem do governista Partido Trabalhista da Noruega.

Um norueguês de 32 anos foi preso na ilha e também acusado pelo bombardeio do distrito governamental de Oslo, que matou sete pessoas horas antes.

Boasson Hagen, da equipe Sky, que assim como Hushovd venceu duas etapas da Volta deste ano, também estava chocado.

"É duro lidar com isso na Volta da França. Parece irreal estar aqui e não saber nada além do que está no noticiário," disse ele.

"Estou realmente triste. E lamento por todas as pessoas envolvidas. Thor e eu apoiamos um ao outro e é bom ter o apoio dos colegas de equipe. Não achei que isso podia acontecer na Noruega. É irreal."