Blatter rebate Bin Hammam e nega ser ditador

quarta-feira, 27 de julho de 2011 16:10 BRT
 

Por Mike Collett

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, negou nesta quarta-feira que administre a Fifa como um ditador, mas recusou-se a fazer qualquer outro comentário sobre seu ex-aliado Mohamed bin Hammam, que foi excluído do futebol no sábado por acusações de corrupção.

Blatter também se negou a responder as críticas feitas pelo alemão Karl-Heinz Rummenigge, que disse numa entrevista que ninguém acreditou em Blatter quando ele prometeu que faria um esforço para limpar o esporte.

Bin Hammam, que planeja recorrer da exclusão do Comitê de Ética da Fifa, afirmou em uma entrevista no fim de semana que Blatter foi um ditador que silenciou qualquer um que se opôs à maneira como ele dirige a entidade.

O suíço, de 75 anos, também foi atacado pelo ex-jogador Rummenigge, atual presidente da influente Associação de Clubes Europeus, que disse ao jornal The Guardian ter chegado a hora de mudar a "liderança corrupta" da Fifa.

Blatter, que está no Rio de Janeiro para o sorteio dos grupos das eliminatórias da Copa de 2014, recusou-se a comentar as declarações de Bin Hammam e Rummenigge.

No entanto, no final de uma longa e tortuosa resposta justificando a transparência da Fifa, Blatter foi perguntado sobre sua antiga amizade com Bin Hammam, que seria seu adversário na disputa pela presidência da Fifa em 1o de junho mas retirou sua candidatura depois de ser acusado de suborno.

As acusações foram confirmadas pelo comitê de ética no sábado, que excluiu Bin Hammam do futebol definitivamente.

A amizade entre ambos durante as campanhas de Blatter nas eleições de 1998 e 2002 é bem documentada, mas ruiu quando Bin Hammam se preparava para enfrentar Blatter, que conquistou um quarto mandato como presidente por unanimidade.   Continuação...