July 29, 2011 / 5:23 PM / 6 years ago

Ministro vê aeroportos como "limite" do Brasil para Copa

3 Min, DE LEITURA

Ministro do Esporte, Orlando Silva, na cerimônia de abertura do sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, no Rio de Janeiro. 29/07/2011Sergio Moraes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os aeroportos são um dos limites que o Brasil têm e que precisam ser resolvidos na preparação para a Copa do Mundo de 2014, disse nesta sexta-feira o ministro do Esporte, Orlando Silva, após apresentar um balanço das ações do governo para o Mundial ao presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Blatter, que está no Brasil com a cúpula da Fifa para o primeiro evento oficial da Copa do Mundo --o sorteio das eliminatórias, que acontecerá no sábado no Rio de Janeiro-- recuou esta semana das críticas feitas recentemente à preparação brasileira e disse que aposta na realização de um Mundial "excepcional".

Segundo o ministro, partiu dele a iniciativa de apresentar os aeroportos e os sistemas de transportes públicos como os maiores desafios do governo nos próximos anos, depois que a questão dos estádios foi resolvida com a equação financeira e o início das obras nas 12 arenas da competição.

"Informei ao presidente Blatter que eu tenho consciência dos limites que o país possui, das tarefas que o país terá que cumprir, e o esforço do governo é cumprir cada uma das tarefas pra melhorar a estrutura, melhorar os serviços, garantir os estádios e oferecer um país adequado à realização do Mundial", disse Silva a jornalistas.

"Nós precisamos aperfeiçoar os aeroportos. O Brasil é um continente e a circulação se dará sobretudo pelo sistema aeroportuário quando o Mundial acontecer. Nós acreditamos que é possível e necessário melhorar o transporte público, dois exemplos de tema que estão na agenda e serão enfrentados", acrescentou.

A decisão do governo de conceder à iniciativa privada os principais aeroportos do país para obras de ampliação e reforma foi elogiado por Blatter, segundo o ministro.

Ele acrescentou que o dirigente suíço mais uma vez fez elogios ao país, destacando principalmente a força da economia brasileira no cenário internacional como uma prova da capacidade do Brasil de organizar o torneio.

"Eu tenho insistido que na medida que a Fifa se aproxime mais do Brasil, acompanhe mais de perto a preparação, eles vão aumentar a confiança quanto ao sucesso da Copa de 2014", disse.

"É natural a preocupação deles, como é a natural a nossa preocupação de que tudo passe bem. A essa altura o que nós temos que fazer é trabalhar, não é comentar, mas é trabalhar", disse o ministro após o encontro, do qual também participaram o presidente do comitê organizador da Copa, Ricardo Teixeira, e o secretário-executivo da Fifa, Jêrome Valcke.

Por Pedro Fonseca

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