No sorteio da Copa, Dilma exalta Pelé, trata Teixeira com frieza

sábado, 30 de julho de 2011 16:25 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Apesar de notórios problemas nas obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014, a presidente Dilma Roussef afirmou na abertura do sorteio das eliminatórias para o mundial que o país estará pronto daqui a 3 anos e fará o melhor mundial de toda a história.

"Vocês encontrarão um país que está bem preparado para realizar a Copa do Mundo... estamos fazendo nosso trabalho para que 2014 seja a melhor de todos os tempos," disse Dilma neste sábado a uma platéia de cerca de 2 mil pessoas entre esportistas, ex-atletas e autoridades.

Algumas arenas para o mundial, entre elas a de São Paulo e a de Natal, estão com o cronograma atrasado e só deve ficar prontas poucos meses antes da Copa de 2014.

Além disso, as obras de modernização e expansão dos principais aeroportos brasileiros ainda estão em ritmo lento e só em dezembro o governo pretende licitar a iniciativa privada os terminais de Congonhas, Viracopos e Brasília. Os dois temas te6m sido móvito de alerta permanente e preocupação da FIFA.

SAIA JUSTA

A presidente Dilma criou um clima de constrangimento no sorteio da FIFA ao decidir inicialmente ficar isolada em uma sala VIP, para evitar contato com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

O clima entre eles estaria estremecido devido ao "gelo" dado pela CBF a Pelé, o rei do futebol. Ele só foi convidado para o evento pelo Palácio do Planalto que o nomeou embaixador honorário do governo federal para o mundial. Dilma fez questão de homenagear Pelé em seu discurso de cinco minutos.

A menção honrosa ao atleta foi seguida de uma extensa salva de palmas seguida até por ela mesma.

"Aqui nasceram muito dos craques de todos os tempos, a começar pelo maior deles, o nosso querido Pelé. Fizemos questão de nomear Pelé embaixador honorário da Copa de 2014", disse.

Já Teixeira foi citado friamente na nominata presidencial que precedeu o discurso.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

 
Presidente Dilma Rousseff no sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, no Rio de Janeiro. 30/07/2011 REUTERS/Sergio Moraes