Mano pede paciência na reconstrução da seleção

quinta-feira, 11 de agosto de 2011 15:10 BRT
 

Por Brian Homewood

STUTTGART - Os preparativos do Brasil para receber a Copa do Mundo de 2014 têm sido marcados por atrasos nas obras em estádios e aeroportos, e o progresso da seleção anfitriã é igualmente lento.

Depois da desastrosa eliminação nas quartas de final da Copa de 2010, o técnico Mano Menezes foi nomeado para, com apoio da torcida e da CBF, colocar tudo abaixo e começar do zero.

A intenção era abandonar o futebol-força, de contra-ataques, que priorizava a vitória a qualquer custo -- características de Dunga, o antecessor -- e recuperar o futebol inventivo e ofensivo, tradicionalmente associado ao país.

Jovens talentos como Neymar e Paulo Henrique Ganso foram convocados, enquanto veteranos como Felipe Melo, Gilberto Silva e Luiz Fabiano foram sacados.

Mas, como admitiu o próprio Mano após a derrota de 3 x 2 no amistoso de quarta-feira contra a Alemanha, desfazer o time de Dunga foi fácil. Bem mais desafiador é criar algo novo.

"É um longo caminho a percorrer, e boas intenções não bastam", disse ele a jornalistas, após a primeira vitória alemã sobre o Brasil em 18 anos. "Gostaríamos de estar melhores. No futebol não há milagres, temos de ultrapassar esses estágios. Jogamos com três atacantes e um meia ofensivo, e ainda não fomos tão positivos quanto gostaríamos."

"Marcar e destruir é mais fácil, a parte criativa é mais difícil, e estamos aqui lutando. Está sendo muito difícil para nós criarmos jogadas ofensivas."

Com essa derrota, mais a frustrante campanha na Copa América (eliminado nos pênaltis pelo Paraguai nas quartas de final, após só uma vitória na primeira fase), aumenta a pressão sobre Mano.   Continuação...

 
Técnicos do Brasil, Mano Menezes, e da Alemanha, Joachim Loew, durante amistoso entre as equipes em Stuttgart. 10/08/2011 REUTERS/Thomas Bohlen