Transparência Internacional propõe reformas à Fifa

terça-feira, 16 de agosto de 2011 09:32 BRT
 

Por Brian Homewood

BERNA (Reuters) - A Fifa deveria limitar o número de mandatos dos seus dirigentes, criar um órgão independente para analisar denúncias de corrupção e "abraçar a transparência", disse na terça-feira a entidade Transparência Internacional (TI).

A ONG disse que, apesar de recentes medidas adotadas, a entidade que comanda o futebol internacional ainda dá a impressão de ser gerida "como uma rede de velhos garotos".

A Fifa reagiu prontamente às críticas, emitindo uma nota em que diz: "O presidente da Fifa já declarou publicamente em outubro de 2010 que a Fifa irá demonstrar tolerância zero com qualquer forma de corrupção no futebol."

"Embora a Fifa admita que há trabalho a ser feito, ela está convencida de que as medidas que foram implantadas e a direção que foi tomada ajudarão a fortalecer ainda mais a governança da Fifa em cooperação com o Comitê Executivo da Fifa, as associações afiliadas, as confederações e outros envolvidos na Fifa."

A TI disse que o órgão fiscalizado deveria ser composto por pessoas de fora do futebol (estadistas eméritos, empresas e sociedade civil) e de dentro do esporte (inclusive jogadores, dirigentes do futebol feminino, árbitros e torcedores)

"A Fifa diz que quer se reformar, mas sucessivos escândalos de suborno levaram a confiança do público na entidade ao seu menor nível histórico", disse Sylvia Schenk, consultora-sênior da TI para os esportes.

"Trabalhar com um grupo supervisor - recebendo seus conselhos, dando-lhe acesso, permitindo que participe em investigações - irá demonstrar se haverá uma mudança real. O processo tem de começar agora", disse ela.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, já prometeu criar uma comissão fiscalizadora, e citou como possíveis integrantes o ex-secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger e o tenor espanhol Plácido Domingo.   Continuação...