ENTREVISTA-CEO da Juventus sonha alto com novo estádio

sábado, 10 de setembro de 2011 14:53 BRT
 

Por Richard Allen

ROMA (Reuters)- Ela pode não estar entre as maiores arenas de futebol do mundo, mas o novo estádio da Juventus pode ser o início do renascimento da Velha Senhora do futebol italiano, afirmou o presidente do clube.

A arena Juventus, que vai receber a primeira partida do Campeonato Italiano no domingo no jogo contra o Parma, tem 41 mil lugares de capacidade, número pequeno se comparado com as casas dos rivais como Milan/Inter (80 mil), Barcelona (99 mil), Manchester United (76 mil) e Bayern Munich (70 mil).

Mas Aldo Mazzia, o homem recentemente escolhido para restaurar o clube depois do escândalo de 2006 por conta da combinação de resultados, afirma que tamanho não é tudo.

"Acreditamos que é melhor ter um estádio que é um pouco menor, mas que está quase sempre lotado do que ter um maior que só tem a lotação esgotada em poucas partidas. A Juventus é o único time italiano com estádio próprio," disse em entrevista para a Reuters.

A equipe, que têm uma torcida espalhada no país inteiro por conta dos imigrantes que foram trabalhar em Turim para a empresa-irmã Fiat, odiava o antigo estádio Delle Alpi (com 69 mil lugares) por conta da distância causada pela pista de corrida e pelos assentos vazios.

Desde 2006, o time com mais torcedores da Itália e o com mais títulos nacionais compartilhava o estádio Olímpico com o Torino. A nova arena, que ainda não têm um nome oficial mesmo depois da longa busca por um patrocinador, foi construída no terreno em que estava o Delle Alpi.

"O estádio Olímpico tem capacidade de 25 mil lugares e poucos assentos premium," disse Mazzia, que substituiu Jean-Claude Blanc como CEO em maio, depois de suceder Michele Bergero como diretor financeiro um mês antes.

"As receitas do estádio na temporada passada foram de 11,5 milhões de euros (15,8 milhões de dólares), com 9,8 milhões de euros vindo de ingressos e 1,7 milhão de euros de outros serviços, o que representa algo como 7,5 por cento das receitas totais," conta.   Continuação...