ENTREVISTA-Integração de forças de segurança é desafio para Copa

quarta-feira, 28 de setembro de 2011 20:05 BRT
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - O principal desafio do Brasil para garantir a segurança dos torcedores e delegações para a Copa do Mundo de 2014 é a integração das diferentes corporações de polícia e outros órgãos que estarão envolvidos com o evento no país, segundo o secretário extraordinário para grandes eventos do Ministério da Justiça, José Ricardo Botelho.

Ainda sem um orçamento detalhado sobre quanto o governo gastará para garantir a segurança no Mundial, Botelho explicou à Reuters na quarta-feira os planos do governo para o setor.

O plano estratégico do governo prevê criar 12 Centros de Comando e Controle, um em cada cidade-sede da Copa, e mais dois que fariam a coordenação nacional da segurança pública, sendo o principal em Brasília e um outro no Rio de Janeiro.

"Esse é um dos grandes legados que queremos que fique (após a Copa). Aí dentro (do Centro) vão estar todas as instituições de segurança públicas, os representantes das instituições. Todos aqueles que possam direta ou indiretamente ajudar na segurança pública", disse o secretário.

Além de agentes das polícias federal, militar, civil, do corpo de bombeiros, dos serviços de atendimento móvel de urgência (Samu), os centros também terão representantes dos direitos humanos, da vigilância sanitária, da área de energia, entre outros setores.

Esses centros é que vão comandar as ações de segurança, monitoradas por câmeras ou pelas operações especiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que receberá instruções para recrudescer suas ações, por exemplo.

"Queremos que isso tudo esteja pronto em dezembro do ano que vem, pelo menos nas cinco cidades em que haverá a Copa das Confederações (prevista para julho de 2013)", afirmou Botelho.

O custo da instalação desses centros será dividido entre o governo federal e os Estados. Apesar de ainda não ter um orçamento específico para a estratégia de segurança pública para a Copa, o governo investiu neste ano cerca de 200 milhões de reais na elaboração de projetos estratégicos da Polícia Federal, do Gabinete de Segurança Institucional, da PRF e outros órgãos.   Continuação...