PSDB pede afastamento de Silva, que irá ao Congresso

segunda-feira, 17 de outubro de 2011 19:04 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O PSDB defendeu nesta segunda-feira o afastamento do ministro do Esporte, Orlando Silva, alvo de denúncias de desvio de dinheiro público e que deverá prestar esclarecimentos no Congresso na terça-feira.

"Nosso partido defende o afastamento imediato do ministro Orlando Silva para que ele explique, fora do cargo, todas as denúncias", afirmou o PSDB em nota, assinada pelo deputado Sérgio Guerra, presidente nacional do partido.

Segundo reportagem da revista Veja, organizações não-governamentais que realizam convênios com o programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, só recebiam o dinheiro desses acordos após o pagamento de até 20 por cento dos valores dos contratos a pessoas ligadas ao PCdoB, partido de Silva.

A denúncia da revista se baseia nas declarações do policial militar João Dias Ferreira, um dos cinco presos no ano passado pela polícia de Brasília sob acusação de participar de desvios de recursos destinados ao programa.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, Silva voltou a negar as acusações e confirmou que irá ao Congresso na terça-feira para prestar esclarecimentos.

Durante a manhã, a oposição se movimentou para levar ao Congresso, além do ministro, os denunciantes do suposto esquema que teria a participação de Silva.

Na Câmara, o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), informou que apresentará requerimentos de convite ao João Dias e Célio Pereira, funcionário do ministério que também teria denunciado a suposta irregularidade.

Os partidos também anunciaram que fariam representações contra o ministro na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Orlando Silva protocolou ofício na PGR solicitando apuração do Ministério Público. Ele já havia solicitado investigação da Polícia Federal.   Continuação...

 
O ministro do Esporte, Orlando Silva, fala com jornalistas em São Paulo em março de 2011. A oposição já se movimenta para levar Silva, alvo de denúncias de desvio de dinheiro público, ao Congresso. 28/03/2011 REUTERS/Nacho Doce