Ex-vice-presidente da Fifa Warner culpa sionismo por sua queda

segunda-feira, 17 de outubro de 2011 15:35 BRST
 

PORT OF SPAIN (Reuters) - O ex-vice-presidente da Fifa Jack Warner culpou o sionismo pelas circunstâncias que levaram ele e o ex-chefe da Confederação Asiática de Futebol Mohammed Bin Hammam a serem forçados a abandonar o futebol mundial.

Warner, de 68 anos, renunciou ao cargo na Fifa depois que foram iniciadas investigações no comitê de ética sobre uma reunião que manteve com Bin Hammam em que a Fifa diz que foram feitos pagamentos a dirigentes de futebol do Caribe antes da eleição para presidente da entidade, em junho.

Bin Hammam, do Catar, recebeu uma suspensão vitalícia da federação internacional por seu papel no caso, enquanto vários dirigentes do Caribe receberam suspensões na semana passada.

Bin Hammam não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.

Warner, de Trinidad e Tobago, disse em uma carta para o Trinidad Guardian que será publicada na íntegra na terça-feira que ele pretende falar sobre o caso e destacou o que ele considera ser o principal motivo para a sua queda.

"Eu vou falar sobre o sionismo, que provavelmente é a razão mais importante pela qual foi montado este ataque pungente contra Bin Hammam e eu", disse Warner ao jornal.

Os pagamentos, de 40 mil dólares para cada federação do Caribe, vieram à tona depois de alguns dirigentes caribenhos recorrerem ao norte-americano Chuck Blazer, um membro do comitê executivo da Fifa e secretário-geral da Concacaf, o órgão regional para a América do Norte e Central e Caribe.

Blazer, em seguida, entregou provas à Fifa, que iniciou uma investigação que inicialmente suspendeu Warner. O caso contra ele foi abandonado quando renunciou a todos os seus cargos no esporte.

O jornal de Londres Daily Telegraph publicou na semana passada um vídeo de Warner explicando os pagamentos a funcionários do Caribe.   Continuação...