19 de Outubro de 2011 / às 21:45 / em 6 anos

ENTREVISTA-Remadora argentina supera drama para brilhar no Pan

Por Rex Gowar

CIUDAD GUZMÁN, México (Reuters) - Para os atletas amadores da Argentina, o sucesso em eventos como os Jogos Pan-Americanos e Olímpicos muitas vezes envolve mais do que apenas ser melhor do que seus rivais de outros países.

Há histórias de remadores e ciclistas que precisaram comprar novos equipamentos em cima da hora antes de eventos ao redor do mundo porque seus próprios itens não chegaram devido a um contêiner perdido ou a entrega estar atrasada, além de lamentos frequentes sobre instalações de treinamento de má qualidade no país.

A remadora Maria Gabriela Best teve que trabalhar duro e superar um drama pessoal que quase a levou a desistir do esporte no início deste ano para manter os seus estudos universitários.

A remadora de Rosário ganhou o ouro no dois sem nesta segunda-feira e no skiff quádruplo nesta quarta-feira.

Best teve de lidar, porém, com problemas nas instalações de treinamento em Tigre, no delta do Paraná, ao norte de Buenos Aires.

“O curso do Tigre está quase pronto, mas ainda há muito a ser feito sobre a água”, disse Best à Reuters em uma entrevista.

“Um par de meses atrás, uma barreira para conter lixo quebrou e o lixo voltou para o curso”, disse ela na terça-feira no Lago Zapotlán, a 130 quilômetros da cidade de Guadalajara, sede dos Jogos.

“Muito foi investido na melhoria das instalações no curso e não para melhorar a água. É uma estupidez.”

Best lembrou um sério problema para os remadores da Argentina nos Jogos Olímpicos de 2004 em Atenas, quando “um container ficou preso (em algum lugar no caminho)”.

A atleta de 26 anos de idade acrescentou: ”Mais ou menos a mesma coisa aconteceu aqui, mas chegamos aqui um mês antes (dos Jogos) e só tivemos que esperar por uma semana.

”E realmente tivemos sorte porque tudo chegou intacto. A canoagem recebeu tudo quebrado, os ciclistas nunca receberam suas bicicletas.

“Há pessoas (funcionários da equipe) que, porque eles não são pessoas do esporte, não entendem o valor dessas coisas.”

“Felizmente a pessoa que dirige o remo na Enard (Entidade Nacional de Esportes de Alto Desempenho) foi uma remadora, ela entende”, disse ela.

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