Dilma mantém Orlando Silva e aguarda evolução política da crise

sexta-feira, 21 de outubro de 2011 22:57 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff manteve no cargo o ministro do Esporte, Orlando Silva, pressionado por denúncias ainda não comprovadas de desvios de recursos na pasta, e, segundo uma fonte do Palácio do Planalto, vai acompanhar a evolução política do caso nos próximos dias.

O ministro se reuniu por cerca de uma hora e meia com Dilma nesta sexta-feira e ao final do encontro disse que a presidente afirmou que ele deve continuar com seu trabalho à frente do ministério.

Segundo a fonte, que pediu para não ter seu nome revelado, Dilma quer aguardar ao menos a repercussão política da permanência do ministro no cargo e ver se surgem denúncias mais contundentes contra Silva, para depois tomar uma decisão definitiva.

Se houver alguma prova que envolva diretamente o auxiliar em algum desvio, é provável que a presidente reavalie a decisão na próxima semana.

Na conversa com a presidente e com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, Silva apresentou explicações sobre as denúncias veiculadas na mídia contra ele, o PCdoB, ao qual é filiado, e o ministério.

"Desmascarei diante da presidente todas as mentiras que foram perpetradas contra mim", disse Silva a jornalistas após se reunir com a presidente.

"Ela (Dilma) sugeriu muita serenidade e paciência e reafirmou sua confiança no nosso trabalho", afirmou o ministro.

Em nota da assessoria da Presidência, Dilma afirmou que "o governo não condena ninguém sem provas... não lutamos inutilmente para acabar com o arbítrio e não vamos aceitar que alguém seja condenado sumariamente."

Segundo uma outra fonte do governo, que falou sob condição de anonimato, na conversa Dilma não condicionou a permanência de Silva no cargo e não marcou nenhuma reunião de reavaliação de sua decisão para o final de semana.   Continuação...

 
O ministro do Esporte, Orlando Silva, concede entrevista coletiva no dia 17 de outubro em Brasília. 17/10/2011 REUTERS/Ueslei Marcelino