Tribunal francês adia decisão sobre caso sexual de Mosley

terça-feira, 25 de outubro de 2011 13:07 BRST
 

PARIS (Reuters) - Um tribunal francês adiou nesta terça-feira um veredicto para o caso do ex-chefe da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) Max Mosley, que processou o tabloide britânico News of the World por violação de privacidade na França devido à publicação de fotografias dele numa orgia com cinco prostitutas em 2008.

Mosley, 71 anos, entrou com o processo na França -- onde o jornal era distribuído e onde as leis sobre privacidade são rígidas -- após vencer uma ação por danos em um tribunal britânico contra o tablóide que pertencia à News Corp. e que foi fechado no início deste ano, na esteira de um escândalo de grampos telefônicos.

O artigo de primeira página, acompanhada por imagens de vídeo, sugeria que Mosley havia organizado o que o jornal chamou de "orgia nazista doentia". Mosley negou que a festa tivesse temática nazista.

Também foi citado como réu o autor do artigo, Neville Thurlbeck, repórter-chefe do News of The World, que foi preso no escândalo dos grampos telefônicos e posteriormente demitido.

O tribunal não deu uma razão para o adiamento do veredicto e disse que a decisão agora está agendada para 8 de novembro.

Filho de sir Oswald Mosley, líder já falecido de um partido fascista britânico, Mosley atuou como presidente da FIA, órgão que dirige a Fórmula 1, até 2009.

Logo após a publicação das fotos e do artigo, Mosley ganhou 60.000 libras (95.700 dólares) de indenização por danos e 450.000 libras (718.000 dólares) em custos de um tribunal britânico por violação de privacidade.

No início deste ano, porém, ele perdeu uma ação no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo, para forçar os jornais a avisar as pessoas antes de publicar detalhes chocantes sobre suas vidas privadas.

O News International, subsidiária da News Corp para jornais na Grã-Bretanha, fechou o tabloide campeão de vendas aos domingos em julho, depois de alegações de grampos telefônicos que se transformaram em um escândalo enorme envolvendo não só o grupo de jornais de propriedade de Rupert Murdoch no Reino Unido, mas também a classe política da Grã-Bretanha e da polícia.

(Reportagem de Thierry Leveque)