Gilberto Carvalho se reúne com Silva e analisa futuro do colega

quarta-feira, 26 de outubro de 2011 11:33 BRST
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, se reuniu nesta quarta-feira com o colega do Esporte, Orlando Silva, e com membros da cúpula do PCdoB para avaliar a situação política de Silva no governo.

Na terça-feira, após a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar possíveis desvios de recursos no programa Segundo Tempo, comandado pela pasta, assessores no Palácio do Planalto informaram à Reuters que a situação política de Silva dentro do ministério se complicou.

Esse agravamento foi discutido na reunião desta quarta-feira entre Carvalho, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, o líder dos comunistas na Câmara, Osmar Júnior (PI), e o líder do partido no Senado, Inácio Arruda (CE).

É aguardada para esta quarta-feira uma definição da presidente Dilma Rousseff sobre a manutenção de Silva no governo depois de a Suprema Corte aceitar o pedido do Ministério Público de investigar as denúncias na pasta, que envolvem o ministro.

Na sexta-feira, Dilma conversou com Orlando Silva e o orientou a continuar seu trabalho normalmente e seguir se defendendo das acusações, mas não lhe deu garantias de que não o substituiria caso a situação política se agravasse. A decisão do STF pode selar a saída dele do governo.

Silva está na berlinda há pouco mais de uma semana, quando o policial militar João Dias Ferreira disse à revista Veja que o ministro é o coordenador de um esquema de desvio de recursos públicos dos convênios do programa Segundo Tempo, e que havia inclusive recebido propina na garagem do ministério.

Até agora, o policial não apresentou provas. Ele foi um dos cinco presos no ano passado em uma operação da polícia de Brasília que investigou desvios de recursos destinados a convênios firmados com a pasta.

Silva negou todas as acusações e disse que o acusador era um "desqualificado" que o estava atacando porque o ministério cobra dele a devolução de mais de 3 milhões de reais pelo descumprimento de convênios firmados entre entidades dirigidas por ele e o ministério.

(Edição de Eduardo Simões)