27 de Outubro de 2011 / às 14:49 / em 6 anos

Dilma escolhe Aldo Rebelo e mantém PCdoB no Esporte

Foto arquivo de 2006 de Aldo Rebelo, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília. O deputado federal(PCdoB-SP)é o novo ministro do Esporte, anunciou a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, nesta quinta-feira. 13/11/2006 REUTERS/Jamil Bittar

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff nomeou nesta quinta-feira o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) como novo ministro do Esporte e manteve, assim, os comunistas no comando da pasta, apesar das denúncias publicadas recentemente na mídia apontando a legenda como beneficiária de supostos desvios de recursos na pasta.

Aldo substitui Orlando Silva, do mesmo partido, que deixou o cargo na véspera em meio a denúncias de corrupção. Todas rejeitadas por ele e pelo PCdoB.

O novo ministro já foi presidente da Câmara dos Deputados, titular da pasta da Coordenação Política --equivalente à atual Secretaria de Relações Institucionais-- durante o governo Lula e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entre 2000 e 2001.

Rebelo não comentou detalhadamente quais diretrizes recebeu da presidente e apenas comentou que terá como seus principais desafios a “Copa do Mundo, as Olimpíadas”, além dos programas do ministério.

Ele evitou comentar outros temas como suas posições em relação à Lei Geral da Copa e como será sua relação com a Fifa e a CBF.

A Lei Geral da Copa é um conjunto de normas referentes ao Mundial, como preço de ingressos e proteção às marcas de patrocinadores. É alvo de uma queda de braço entre o governo e a Fifa, que quer a suspensão durante o torneio de leis que garantem meia entrada a estudantes e proíbem a venda de bebidas alcoólicas em estádios.

Ao manter o PCdoB no comando do Esporte, Dilma também aplaca a cobiça de outros partidos aliados, que consideram o ministério importante demais para ficar sob o comando de uma legenda com poucas cadeiras no Congresso.

SUBSTITUIÇÃO

A presidente decidiu pela saída de Orlando Silva depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um inquérito para investigar possíveis desvios de recursos públicos na pasta.

Na semana passada, ao retornar da viagem à África, a presidente se reuniu com o ex-ministro e lhe deu um voto de confiança para continuar à frente do Esporte, apesar de enorme volume de notícias sobre irregularidades na pasta envolvendo o PCdoB.

Contudo, segundo disse na quarta o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a decisão da Suprema Corte mudou a posição do governo, que passou a considerar a situação de Silva insustentável.

O governo também está preocupado com um possível desgaste político de sua posição nas negociação da Lei Geral da Copa, que está em tramitação no Congresso.

Na avaliação de uma fonte do Palácio do Planalto, com um ministro na berlinda, o governo teria mais dificuldades para impedir algumas mudanças legislativas que interessam à Fifa e ao Comitê Organizador Local do Mundial, comandado pelo presidente da CBF Ricardo Teixeira.

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