Dilma escolhe Aldo Rebelo e mantém PCdoB no Esporte

quinta-feira, 27 de outubro de 2011 13:53 BRST
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff nomeou nesta quinta-feira o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) como novo ministro do Esporte e manteve, assim, os comunistas no comando da pasta, apesar das denúncias publicadas recentemente na mídia apontando a legenda como beneficiária de supostos desvios de recursos na pasta.

Aldo substitui Orlando Silva, do mesmo partido, que deixou o cargo na véspera em meio a denúncias de corrupção. Todas rejeitadas por ele e pelo PCdoB.

O novo ministro já foi presidente da Câmara dos Deputados, titular da pasta da Coordenação Política --equivalente à atual Secretaria de Relações Institucionais-- durante o governo Lula e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entre 2000 e 2001.

Rebelo não comentou detalhadamente quais diretrizes recebeu da presidente e apenas comentou que terá como seus principais desafios a "Copa do Mundo, as Olimpíadas", além dos programas do ministério.

Ele evitou comentar outros temas como suas posições em relação à Lei Geral da Copa e como será sua relação com a Fifa e a CBF.

A Lei Geral da Copa é um conjunto de normas referentes ao Mundial, como preço de ingressos e proteção às marcas de patrocinadores. É alvo de uma queda de braço entre o governo e a Fifa, que quer a suspensão durante o torneio de leis que garantem meia entrada a estudantes e proíbem a venda de bebidas alcoólicas em estádios.

Ao manter o PCdoB no comando do Esporte, Dilma também aplaca a cobiça de outros partidos aliados, que consideram o ministério importante demais para ficar sob o comando de uma legenda com poucas cadeiras no Congresso.

SUBSTITUIÇÃO   Continuação...

 
Foto arquivo de 2006 de Aldo Rebelo, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília. O deputado federal(PCdoB-SP)é o novo ministro do Esporte, anunciou a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, nesta quinta-feira. 13/11/2006 REUTERS/Jamil Bittar