31 de Outubro de 2011 / às 19:29 / 6 anos atrás

Dilma empossa Aldo e quer defesa dos direitos legais

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff deu posse ao novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, nesta segunda-feira e disse confiar nele para defender os interesses do país na negociação com a Fifa para a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Sem citar o presidente da Confederação Brasileira de Futebol e do Comitê Organizador Local da competição, Ricardo Teixeira, que estava na plateia, Dilma disse que Aldo será um negociador dos interesses do povo brasileiro.

O deputado do PCdoB substitui Orlando Silva, também comunista, e que deixou a pasta sob denúncias de irregularidades no programa Segundo Tempo.

Segundo ela, a troca no Ministério do Esporte foi inesperada, mas agora “colocamos a bola no chão, reiniciamos o jogo e vamos para o ataque”.

“Estou certa que, como novo ministro do Esporte, (Aldo) saberá empreender, realizar e quando for o caso negociar a busca de soluções em que todos ganhem, principalmente e especialmente o Brasil e o povo brasileiro, sem que a ninguém seja imposto abdicar de princípios e de direitos legais em vigor no país”, disse a presidente durante posse de Aldo nesta segunda-feira.

“Sem sombra de dúvida (Aldo) é reconhecido por todos como um defensor corajoso de opiniões fortes, dos interesses nacionais”, completou.

As definições das regras para a realização do Mundial de futebol, constantes na Lei Geral da Copa que tramita na Câmara, têm causado divergências entre o governo e a Fifa, entidade internacional que organiza a Copa.

Entre os temas envolvidos na queda de braço estão a concessão de meia entrada para estudantes e a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios, aos quais a Fifa se opõe. O Executivo, no entanto, não tem a intenção de suspender legislações vigentes no país durante o torneio.

“Ele (Aldo) tem todas as condições de dar continuidade às políticas prioritárias do ministério que hoje está assumindo, e estabelecer desde logo relações claras com todos os entes envolvidos na preparação da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos”, afirmou Dilma.

Em seu discurso de despedida, Silva afirmou que vai provar sua inocência. “Fico feliz de poder olhar no olho de cada um de vocês de cabeça erguida e poder dizer que sou inocente”, afirmou sob fortes aplausos.

A presidente desejou ao ex-ministro sucesso na sua “cruzada pela verdade”.

De acordo com as denúncias feitas contra o ministro, os recursos do programa Segundo Tempo teriam sido desviados para supostamente abastecer os cofres do PCdoB, partido de Silva e de Aldo.

Dilma também defendeu o PCdoB, considerado por ela em seu discurso como um parceiro leal e relevante. Além de Dilma, Silva e Aldo também não mencionaram Teixeira, em seus discursos.

“O Partido Comunista do Brasil não está acima das críticas... Como uma instituição democrática está aberto a aceitar as críticas, os reparos, e a procurar corrigir qualquer deformidade ou desvio”, disse o novo ministro lembrando dos tempos em que os comunistas lutaram contra o regime militar no país.

Em entrevista a jornalistas, o novo ministro afirmou que iniciará as mudanças na equipe da pasta a partir de terça-feira, seguindo orientações que recebeu da presidente.

“Assumo essa responsabilidade com a humildade de que o desafio talvez esteja num nível muito mais elevado do que a minha capacidade e que por essa razão precisarei do apoio do governo, dos ministros, dos clubes de futebol”, disse Aldo para uma plateia recheada de dirigentes esportivos.

Reportagem de Maria Carolina Marcello e Jeferson Ribeiro

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