4 de Novembro de 2011 / às 17:49 / em 6 anos

Operários encerram greve e retomam obras no estádio de Brasília

BRASÍLIA (Reuters) - As obras do Estádio Nacional, um dos principais palcos da Copa do Mundo em 2014, foram retomadas nesta sexta-feira, após seis dias úteis de paralisação dos trabalhadores no canteiro, informou o sindicato da categoria.

Os cerca de 2.500 operários cruzaram os braços na quarta-feira da última semana apresentando, entre outras demandas, adiantamento de salário e recesso no fim do ano, além de plano odontológico.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário de Brasília, Raimundo Salvador Braz, os operários já voltaram a trabalhar normalmente após assembleia na manhã desta sexta.

A conciliação foi firmada em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

"Nós tivemos avanços. Conseguimos abono de 30 por cento do salário em dezembro, junto com o décimo terceiro, e a segunda parcela de abono em maio. Também conseguimos férias coletivas de 22 de dezembro a 1o de janeiro", afirmou Braz.

O Consórcio Brasília 2014 --formado pelas construtoras Andrade Gutierrez e Via Engenharia-- afirmou, por meio de nota, que "durante todo o período, procurou chegar a um bom termo com os trabalhadores sem jamais deixar de observar o contrato com o poder público --o que significa, em última instância, o compromisso com o cronograma, a qualidade da obra e a correta aplicação dos recursos públicos".

Operários que trabalham na construção da Arena Pernambuco, que vai receber jogos da primeira fase da Copa e um jogo pelas oitavas de final, interromperam as obras na quinta-feira, por melhores condições de trabalho. Em 19 de outubro eles já haviam feito uma paralisação de advertência.

A construtora responsável pela obra em Pernambuco, a Odebrecht, que não reconhece o movimento, tenta na Justiça obrigar que os trabalhadores voltem ao trabalho para não prejudicar o prazo de entrega da obra.

Trabalhadores que atuam nas reformas do Mineirão, em Belo Horizonte, e do Maracanã, no Rio de Janeiro, também já fizeram paralisações esse ano.

Reportagem de Maria Carolina Marcello

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