ENTREVISTA-Turbulência política no Brasil não afetará Jogos--COI

terça-feira, 8 de novembro de 2011 16:30 BRST
 

Por Karolos Grohmann

BERLIM (Reuters) - Os escândalos de corrupção no governo brasileiro, a série de demissões de ministros e os atrasos nas obras da Copa do Mundo de 2014 não afetarão os preparativos do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016, disse uma importante autoridade do Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta terça-feira.

O Brasil, que vai receber os dois maiores eventos esportivos do mundo num intervalo de dois anos, teve no mês passado a demissão do ministro do Esporte, Orlando Silva -- o sexto integrante do gabinete da presidente Dilma Rousseff a deixar o governo este ano e o quinto a cair diante de acusações de comportamento antiético.

Orlando Silva era o homem do governo para coordenar os preparativos de infraestrutura para os dois eventos.

"Os preparativos para os Jogos sempre têm seus altos e baixos", disse o vice-presidente do COI Thomas Bach à Reuters em uma entrevista.

"O comitê organizador (do Rio 2016) está fazendo um excelente trabalho e o comprometimento político continua tão forte como sempre, também com a nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff", acrescentou.

"O novo ministro do Esporte (Aldo Rebelo) terá estes dois grandes eventos como uma prioridade. Eu acho que não há nenhuma razão para ficarmos preocupados", disse Bach, acrescentando que os trabalhos para a Copa do Mundo também vão beneficiar os Jogos, dois anos depois.

Os preparativos para o torneio de futebol têm sofrido críticas tanto na construção de estádios como nas obras de infraestrutura, principalmente no setor de transportes, devido a atrasos e aumentos de custos.

"Em relação ao Rio não devemos cometer o erro de traduzir alguns dos desafios em relação à Copa do Mundo como se fossem dos Jogos Olímpicos. São duas questões diferentes", disse o alemão Bach, que também dirige o comitê olímpico de seu país.   Continuação...