Pelé apoia Fifa em negociação com governo sobre leis da Copa

terça-feira, 8 de novembro de 2011 22:16 BRST
 

Por Tatiana Ramil

SÃO PAULO (Reuters) - Pelé defendeu a posição da Fifa nas negociações com o governo brasileiro sobre as leis para a Copa do Mundo de 2014, dizendo que as regras da entidade internacional foram aceitas quando o país ganhou o direito de sediar o torneio.

O ex-jogador admitiu nesta terça-feira preocupação com os preparativos do Brasil para o Mundial, mas disse estar confiante após ouvir da presidente Dilma Rousseff que o governo vai se empenhar para que "tudo saia bem."

"Nós temos uma lei aqui no Brasil, que precisa ser respeitada, mas nós não podemos esquecer que quando nós pleiteamos e ganhamos a Copa do Mundo, tinham algumas regras que deveriam ser seguidas e foram aceitas pelo governo brasileiro, na época com o presidente Lula", disse Pelé em entrevista coletiva em São Paulo.

"Então, a Fifa até certo ponto não tem culpa, porque estava lá na lista de obrigações do país que ganhasse a Copa do Mundo."

Nos últimos meses, o governo brasileiro tem tido dificuldades nas negociações com a Fifa para a realização do Mundial, especialmente envolvendo a Lei Geral da Copa, conjunto de regras para a organização do torneio.

Entre os temas envolvidos na disputa estão a concessão de meia-entrada para estudantes e a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios, aos quais a Fifa se opõe. O Executivo, no entanto, não tem a intenção de suspender legislações vigentes no país durante a competição.

Nesta terça-feira, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, participou de audiência pública em comissão criada na Câmara dos Deputados sobre Lei Geral da Copa e criticou a infraestrutura e a mobilidade urbana de cidades que vão sediar a Copa.

Embaixador da Copa, Pelé afirmou que está "tentando fazer com que a gente possa devolver a responsabilidade que deram para o brasileiro."   Continuação...

 
O ex-jogador de futebol Pelé concede entrevista coletiva em São Paulo nesta terça-feira. 08/11/2011 REUTERS/Paulo Whitaker