Sequestro de jogador de beisebol choca venezuelanos

sexta-feira, 11 de novembro de 2011 15:25 BRST
 

Por Daniel Wallis

CARACAS (Reuters) - Amigos e parentes do jogador de beisebol Wilson Ramos, que joga na Major League Baseball (MLB) dos Estados Unidos, rezaram nesta sexta-feira por informações sobre o paradeiro do venezuelano, que foi sequestrado na Venezuela por homens armados durante uma visita ao país.

O catcher do Washington Nationals, de 24 anos, estava na casa de sua mãe na cidade de Valencia, na quarta-feira, quanto quatro homens o arrastaram até um carro roubado e partiram em velocidade. Ele estava defendendo o time local Tigres de Aragua, enquanto não começa a temporada da liga norte-americana.

"Ainda não há notícia... os sequestradores não fizeram contato. Temos de permanecer pacientes, rezar e ter fé", disse a porta-voz do Tigres, Kathe Vilera.

"É uma agonia, sim. Mas há esperança e temos de pensar positivo. Continuamos a apoiar a família dele."

Sequestros, roubos à mão armada e homicídios são comuns na Venezuela, onde a insegurança tem sido a principal preocupação dos eleitores nas pesquisas pré-eleitorais para a votação presidencial, marcada para outubro do ano que vem.

O caso de Ramos, porém, chocou de maneira particular esse país amante do beisebol, colocando grande pressão sobre as autoridades para que o encontrem.

Amigos e vizinhos lotaram a casa modesta da família e foi observado um minuto de silêncio em todos os jogos da liga de beisebol local. Jogadores usaram uma faixa verde no braço em uma demonstração de solidariedade.

A polícia encontrou o veículo usado pelos sequestradores na quinta-feira. Detetives da divisão investigativa CICPC produziram retratos falados de dois dos suspeitos.

Em geral, os sequestros na Venezuela têm como alvos ricos empresários e proprietários de terra. Entretanto, parentes de outros jogadores da MLB já foram sequestrados.

Em muitos casos, as vítimas são levadas a caixas 24 horas nos chamados "sequestros relâmpagos", que duram algumas horas ou menos. Em outros, as quadrilhas exigem resgates grandes dos parentes. Os especialistas afirmam que a maioria dos casos não é relatada à polícia.